China diz que não há espaço para limitar importação de grãos

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013 11:06 BRST
 

PEQUIM, 1 Fev (Reuters) - A China deve não deve impor mais restrições às importações de alimentos neste ano, disse um funcionário agrícola sênior nesta sexta-feira, mesmo após a oferta estrangeira atingir um recorde de 12 por cento da demanda total em 2012, colocando em xeque as metas de autossuficiência do país.

A decisão chinesa de manter grandes estoques de importantes produtos agrícolas tem dado um forte apoio aos preços domésticos, mas também levou compradores a se voltarem para o mercado externo em busca de uma oferta mais barata. As importações de cerca de 12 por cento da demanda total de alimentos em 2012 ultrapassaram bastante uma diretriz de 5 por cento definida no plano agrícola de cinco anos da China.

Muitos na indústria previram que as cotas seriam reduzidas em 2013 a fim de conter os fornecimentos estrangeiros baratos, mas Chen Xiwen, diretor do principal órgão legislativo do Partido Comunista Chinês para assuntos agrícolas, disse que as importações continuarão a desempenhar um importante papel complementar no mercado.

"Nós devemos utilizar os mercados doméstico e internacional para garantir o abastecimento de produtos agrícolas, e não devemos voltar a fechar nossas portas", disse Chen durante uma coletiva de imprensa.

(Reportagem de Niu Shuping e David Stanway)