Ações de Pão de Açúcar e Vale lideram recomendações para fevereiro

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013 20:20 BRST
 

Por Danielle Assalve

SÃO PAULO, 1 Fev (Reuters) - Ações voltadas aos setores de consumo e infraestrutura domésticos seguiram entre as principais recomendações de investimento para fevereiro, ao mesmo tempo em que papéis de exportadores de commodities assumiram peso maior nas carteiras.

Os papéis do Grupo Pão de Açúcar, maior varejista do Brasil, são a principal aposta de bancos e corretoras para este mês, presente em sete das dez carteiras recomendadas analisadas pela Reuters.

Para a Planner Corretora, o desconto recente das ações do grupo justifica a manutenção do papel em fevereiro. "Seu posicionamento em setores distintos, alimentos e bens duráveis, contribui para alavancar e diversificar a sua receita, mitigando os riscos relacionados ao seu negócio", escreveram os analistas.

A mineradora Vale aparecia em segundo lugar entre as principais recomendações para este mês, citada em seis carteiras, com analistas destacando perspectivas de recuperação dos preços do minério de ferro e retomada da economia chinesa.

"A Vale continua a apresentar uma avaliação muito atrativa", afirmou a equipe do HSBC em relatório. A companhia possui sólido fluxo de caixa e as ações "estão baratas em relação a seus níveis históricos", segundo os analistas.

Na avaliação da Octo Investimentos, também contam a favor das ações da Vale a baixa alavancagem da mineradora, a resolução das pendências judiciais e ajustes contábeis e o comprometimento estratégico com "desinvestimento em seus ativos non-core."

Também no setor de commodities, a estatal Petrobras aparecia em quatro das dez carteiras, com analistas ainda mostrando confiança em alguma recuperação para o papel após um reajuste de preços de combustíveis considerado insuficiente para atender às necessidades da petrolífera.

A Gerdau obteve o mesmo número de recomendações. A siderúrgica se beneficiaria tanto da necessidade de elevados investimentos em infraestrutura no Brasil e de expectativas de recuperação econômica nos Estados Unidos, na avaliação do HSBC.   Continuação...