EUA e México fecham acordo sobre tomate para evitar guerra comercial

domingo, 3 de fevereiro de 2013 15:49 BRST
 

WASHINGTON, 3 Fev (Reuters) - O governo norte-americano e os produtores de tomate do México chegaram neste domingo a um acordo preliminar que reduz a ameaça de uma custosa guerra comercial que poderia ocorrer por conta da decisão dos EUA, no ano passado, de encerrar um pacto bilateral de comércio de tomate firmado em 1996.

"Estou contente que tenhamos conseguido chegar a um acordo sobre as importações de tomates frescos do México que restaura a estabilidade e confiança no mercado norte-americano deste produto e atenda às demandas legislativas dos EUA", disse Francisco Sanchez, subsecretário do Comércio para Negócios Internacionais dos EUA, em um comunicado.

O acordo provisório aumenta substancialmente os preços mínimos de "referência" para que os tipos ameixa e cereja do tomate mexicano, entre outros, possam ser vendidos nos EUA, e leva em consideração as mudanças que ocorreram no mercado do tomate desde o acordo original, disse Sanchez.

Para alguns dos tomates do México, o novo preço referencial é mais do que o dobro dos preços atuais, disse Sanchez. O acordo deve começar a produzir efeito a partir de 4 de março, após um período para comentário público, disse.

Segundo o ministro da Economia do México, Ildefonso Guajardo, o acordo garante o acesso dos produtores estrangeiros ao mercado norte-americano sob condições "justas e competitivas".

"Nós trabalhamos lado a lado com os produtores mexicanos neste acordo para evitar danos ao setor", ele disse.

(Reportagem de Doug Palmer e Dave Graham na Cidade do México)

 
Tomates são dispostos em uma barraca de legumes na cidade de La Merced market, em Cidade do México. O governo norte-americano e os produtores de tomate do México chegaram neste domingo a um acordo preliminar que reduz a ameaça de uma custosa guerra comercial que poderia ocorrer por conta da decisão dos EUA, no ano passado, de encerrar um pacto bilateral de comércio de tomate firmado em 1996. 31/01/2013 REUTERS/Tomas Bravo