S&P 500 tem pior dia desde novembro; papel da McGraw-Hill desaba

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013 19:59 BRST
 

Por Caroline Valetkevitch

NOVA YORK, 4 Fev (Reuters) - Os principais índices norte-americanos encerraram no vermelho nesta segunda-feira, no pior dia para o S&P 500 desde novembro, à medida que renovados temores sobre a crise da zona do euro levaram o mercado a recuar de ganhos recentes.

O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, perdeu 0,93 por cento, para 13.880 pontos. O índice Standard & Poor's 500 teve desvalorização de 1,15 por cento, para 1.495 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 1,51 por cento, para 3.131 pontos.

A ação da McGraw-Hill recuou 13,8 por cento, para 50,30 dólares, no pior declínio percentual desde o crash do mercado de outubro de 1987. Isso se deve a notícias de que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos planeja processar a Standard & Poor's, uma unidade da companhia, sobre seus ratings em 2007 de operações envolvendo bônus hipotecários.

Já o papel da Moody's caiu 10,7 por cento, para 49,45 dólares, na pior queda diária desde agosto de 2011.

As ações da Chevron e do Wal-Mart exerceram forte peso sobre o Dow Jones, após analistas reduzirem suas recomendações para os papéis. No S&P 500, todos os 10 setores componentes fecharam em baixa. As perdas vêm após o forte avanço da sexta-feira, que levou o S&P 500 a uma máxima em cinco anos e o Dow Jones para acima do patamar de 14.000 pontos.

"O mercado está estendido e chegou a hora de um recuo. Acho que as pessoas estão procurando uma desculpa para vender, e (há) preocupação vindo da Europa", avaliou o operador-sênior Michael James, do Wedbush Morgan.

Os yields (rendimentos) de bônus espanhóis e italianos avançaram nesta segunda-feira, renovando temores sobre a crise da dívida soberana na zona do euro.

O primeiro-ministro espanhol enfrenta pedidos de renúncia em meio a um escândalo de corrupção, enquanto uma investigação sobre suposto mau comportamento envolvendo um banco italiano deve estender-se por três semanas, antes de uma eleição nacional.

Somando-se à pressão sobre o mercado, dados do Departamento do Comércio norte-americano mostrou que a quantidade de encomendas à indústria em dezembro ficou abaixo das expectativas de economistas.

O relatório acrescentou que pedidos de bens de capital fora das indústrias de defesa e aviação cresceram 0,3 por cento em dezembro. A categoria é vista como uma medida dos planos de investimento corporativo nos EUA.