BR Towers mira aquisições e construção de torres de telefonia
Por Sérgio Spagnuolo
RIO DE JANEIRO, 5 Fev (Reuters) - A recém-nascida BR Towers, empresa de torres de telefonia da GP Investments, vê um cenário de muitas oportunidades para aquisições e analisará opções de estruturação financeira para potenciais novas compras, disse o principal executivo da companhia nesta terça-feira.
Diante da necessidade por mais qualidade nos serviços e da demanda a ser criada pelo 4G, a BR Towers, está atraindo o interesse de todas as operadoras do país para o aluguel de suas estruturas.
"Basicamente hoje estamos trabalhando com todas as operadoras, algumas ainda em fase final de fechamento... os pedidos de compartilhamento já estão acontecendo", afirmou à Reuters o presidente da companhia, Maurício Giusti.
Criada no fim de setembro do ano passado, após a compra de cerca de 2 mil torres da Vivo por 500 milhões de reais, a BR Towers anunciou na terça-feira uma associação estratégica com a Sitesharing, complementando a administração e acrescentando novas torres ao portfólio.
Os fundadores da Sitesharing ficaram com 15 por cento da BR Towers. A BRT Holding 2 ficou com os 85 por cento restantes. A GP Investments detém 70 por cento dessa holding. O restante pertence a um fundo administrado pelo Banco Bradesco BBI.
Esse foi o mais recente movimento de expansão via aquisições da empresa, que se diz atenta a novas oportunidades de compras e se estruturar financeiramente para isso.
E possibilidades não devem faltar, num momento em que operadoras buscam se concentrar em ativos mais estratégicos, reduzir a dívida e reforçar caixa -- Vivo, da Telefônica Brasil e Oi foram bons exemplos desse movimento.
"A gente espera que vá haver muita oportunidade de crescimento não orgânico, de aquisições desse tipo de portfólio de torres", disse Giusti, ex-executivo da Telefônica que chegou à BR Towers no começo de dezembro. Continuação...

