7 de Fevereiro de 2013 / às 10:33 / em 5 anos

IGP-M mantém alta de 0,41% na 1ª prévia de fevereiro--FGV

Por Camila Moreira

SÃO PAULO, 7 Fev (Reuters) - O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) subiu 0,41 por cento na primeira prévia de fevereiro, repetindo a taxa registrada no mesmo período de janeiro, com a força dos preços do setor de construção ofuscando a desaceleração tanto no atacado quanto no varejo, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira.

O indicador, entretanto, mostrou aceleração em relação ao fechamento de janeiro, quando houve alta de 0,34 por cento, ante variação positiva de 0,68 por cento em dezembro.

Na primeira prévia de fevereiro do IGP-M, os preços no varejo passaram a perder força, depois de aceleraram em janeiro. O mercado agora aguarda o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro, a ser divulgado nesta quinta-feira pelo IBGE.

Na primeira prévia de fevereiro, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60 por cento do índice geral, teve alta de 0,37 por cento, ante avanço de 0,46 por cento em igual período de janeiro.

Em relação à origem dos produtos, o resultado foi puxado pelos produtos agropecuários, com queda de 1,50 por cento, após alta de 0,36 por cento anteriormente, enquanto os produtos industriais aceleraram para 1,12 por cento, ante 0,50 por cento.

Entre os estágios de produção, os preços dos Bens Finais avançaram 1,05 por cento, ante 0,93 por cento anteriormente. Contribuiu para este movimento o subgrupo combustíveis, cuja taxa passou de -0,07 por cento para 4,83 por cento.

No segmento Bens Intermediários, houve aceleração da alta para 1,16 por cento, ante 0,58 por cento em janeiro. A principal contribuição partiu do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, que passou de -0,28 por cento para 4,19 por cento.

Tudo isso, entretanto, foi compensado pela queda do índice de Matérias-Primas Brutas de 1,31 por cento, contra recuo de 0,18 por cento no mês anterior. Os itens que mais influenciaram foram soja em grão (-2,89 por cento para -9,32 por cento), aves (2,55 por cento para -2,25 por cento) e mandioca (7,60 por cento para 1,39 por cento).

O ano começou com desaceleração dos preços no atacado por conta da queda nos preços das matérias-primas brutas, como confirmado pelo Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI).

VAREJO

Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor, com peso de 30 por cento no índice geral, desacelerou a alta para 0,20 por cento, contra 0,40 por cento visto anteriormente.

Duas das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram decréscimo em suas taxas de variação: Habitação (0,07 por cento para -1,45 por cento) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,37 por cento para 0,30 por cento).

Na contramão, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou elevação 1,15 por cento, acelerando ante variação positiva de 0,08 por cento na primeira apuração de janeiro.

O avanço do INCC, que responde por 10 por cento do IGP, foi puxada pela mão de obra, com alta de 1,39 por cento depois de não ter registrado variação em janeiro.

Além de medir a evolução do nível de preços, o IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de energia elétrica e aluguel.

A primeira prévia do IGP-M calcula as variações de preços no período entre os dias 21 e 31 do mês de janeiro.

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