7 de Fevereiro de 2013 / às 18:25 / em 5 anos

Natura considera lojas-conceito para expansão internacional

Por Vivian Pereira

SÃO PAULO (Reuters) - A Natura pode recorrer ao varejo como forma de ingressar em países onde ainda não atua, por meio da aquisição da marca australiana Aesop, mas descarta a possibilidade de apostar no modelo de lojas como forma de ganhar participação no Brasil.

"A loja-conceito pode ser uma forma de expandir a marca em países onde a Natura ainda não está... mas vai depender do mercado", disse o diretor presidente da companhia, Alessandro Carlucci, em teleconferência nesta quinta-feira.

O executivo se referiu à compra, em dezembro, de 65 por cento da australiana Emeis Holdings, dona da marca Aesop, por 68,25 milhões de dólares australianos (71,59 milhões de dólares), que deve ser concluída no final de abril deste ano. A empresa tem lojas em vários países, incluindo Estados Unidos, Reino Unido, Coreia e Japão.

"Ainda não temos um plano definido para isso, mas pode nos ajudar nos planos de expansão internacional", afirmou Carlucci. "É uma complementaridade de competências... eles poderão entrar em países onde não operam e a Natura em outros onde não está presente."

Mas, embora considere que a expansão internacional da companhia pode se dar por meio do varejo em alguns mercados, o executivo ressaltou que a Natura não tem planos de partir para esse segmento no Brasil.

"No Brasil não temos nenhuma intenção de ter lojas como forma de expandir nossa participação... isso traria conflito com nosso modelo atual (de venda direta)", disse ele.

No país, a Natura conta com um espaço na rua Oscar Freire, em São Paulo, onde é possível experimentar e adquirir produtos. "É um lugar específico, para um público específico e objetivo de construir a marca, que pode ser replicado em outros locais", afirmou Carlucci.

Ainda no âmbito internacional, a Natura já tem operações em outros países da América Latina --Argentina, Chile, Peru, México e Colômbia--, que hoje respondem por 11,6 por cento da receita total da empresa.

"Estamos muito satisfeitos com o desempenho das operações internacionais, que estão num patamar de desenvolvimento para ganhar rentabilidade a cada ano... é uma importante plataforma para a empresa no futuro", disse o executivo.

Na véspera, a Natura divulgou aumento de 12,2 por cento na receita líquida do quarto trimestre, a 1,875 bilhão de reais, e informou que planeja investir 450 milhões de reais em 2013, montante quase 3 por cento superior ao desembolsado no ano passado.

Os investimentos programados para este ano incluem as inaugurações da nova fábrica de sabonetes no Pará --no primeiro semestre-- e do novo centro de distribuição em São Paulo, além da ampliação da capacidade produtiva de Cajamar (SP) e aportes em tecnologia.

"Finalizamos o ciclo (de investimento) logístico, agora vamos ampliar a capacidade produtiva e evoluir na parte de sistemas, em tecnologia da informação", disse o vice-presidente financeiro e de relações com investidores, Roberto Pedote. "Uma parcela razoável (do investimento) será para arquitetura de TI para avançar na relação com consultoras."

Também nesta quinta-feira, a companhia informou que realizará o tradicional reajuste anual de preços em março, com alta entre 3 e 4 por cento.

As ações da Natura avançavam 2,68 por cento às 15h59 desta quinta-feira, a 53,28 reais, enquanto o Ibovespa caía 1,15 por cento.

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below