10 de Fevereiro de 2013 / às 15:38 / 5 anos atrás

Interessados em usinas da Thyssen fazem parcerias, dizem fontes

Túmulo do fundador da siderúrgica alemã ThyssenKrupp, Alfred Krupp, em Essen, Alemanha. Empresas que competem pela aquisição das usinas deficitárias da ThysenKrupp no Brasil e nos Estados Unidos estão firmando parcerias como parte de esforços para tornar o investimento mais digerível, de acordo com fontes próximas à transação. 4/12/2012Ina Fassbender

FRANKFURT, Alemanha, 10 Fev (Reuters) - Empresas que competem pela aquisição das usinas deficitárias da ThysenKrupp no Brasil e nos Estados Unidos estão firmando parcerias como parte de esforços para tornar o investimento mais digerível, de acordo com fontes próximas à transação.

A maior siderúrgica da Alemanha disse em maio de 2012 que estava considerando opções para as usinas, que registraram prejuízo de cerca de 1 bilhão de euros no ano fiscal que acabou em setembro de 2012, mas considerou as ofertas iniciais muito baixas.

A japonesa JFE Steel e a U.S. Steel estão planejando fazer uma proposta conjunta até o prazo de 28 de fevereiro para últimas ofertas, disseram duas fontes próximas ao processo.

"O processo de ofertas está correndo de acordo com o plano", disse um porta-voz da ThyssenKrupp, sem confirmar o prazo para propostas. "Estamos otimistas de que vamos encontrar uma solução até o fim do ano fiscal".

A JFE e a U.S. Steel não estavam imediatamente disponíveis para comentar.

A europeia ArcelorMittal e a japonesa Nippon Steel também juntaram forças no leilão, de acordo com fontes a par do processo, embora não tenham confirmado seu plano, enquanto a CSN assegurou apoio financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A ThyssenKrupp fez forte baixa contábil no valor de sua unidade Steel Americas para 3,9 bilhões de euros (5,22 bilhões de dólares) em dezembro. A companhia queria explorar novos mercados com duas usinas no Brasil e nos Estados Unidos, mas elas foram prejudicadas por excesso de custos, fraca gestão de projetos e demanda menor do que o esperado.

A Vale, segunda maior mineradora do mundo, detém uma fatia de 27 por cento na usina brasileira da Thyssen, a CSA, mas disse que não está interessada em adquirir a participação da Thyssen.

Goldman Sachs e Morgan Stanley são consultores da Thyssen na venda.

Uma baixa no mercado siderúrgico europeu levou o grupo a transferir investimento para produtos de margens mais altas, como elevadores, componentes de fábricas e submarinos.

Reportagem de Arno Schuetze, Michael Ermann e Philipp Halstrick

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