Ações avançam em Tóquio; maioria das bolsas asiáticas segue fechada

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013 11:41 BRST
 

Por Chikako Mogi

TÓQUIO, 12 Fev (Reuters) - As ações em Tóquio saltaram mais perto de uma máxima de 33 meses nesta terça-feira, ajudadas pela cotação do iene perto das mínimas ante o dólar, após investidores interpretarem comentários de uma autoridade dos Estados Unidos como aprovação para o Japão por buscar políticas para evitar a deflação e enfraquecer o iene.

O subsecretário do Tesouro dos EUA, Lael Brainard, disse na segunda-feira que os EUA apóiam os esforços japoneses para acabar com a deflação, mas notou que o G7 --grupo das sete economias mais desenvolvidas-- tem tido o compromisso de buscar taxas de câmbio determinadas pelo mercado, exceto em raras circunstâncias em que a volatilidade excessiva ou os movimentos desordenados podem justificar uma ação.

O Japão tem enfrentado algumas críticas no exterior de que está intencionalmente tentado enfraquecer o iene, com flexibilização da política monetária.

Os negócios com ações na Ásia foram reduzidos nesta terça-feira, com muitas bolsas de valores da região fechadas por feriado.

O iene mais fraco ajudou a valorizar a bolsa de Tóquio, com o principal índice acionário Nikkei avançando 1,94 por cento, a 11.369 pontos, com melhor perspectiva de lucro para exportadores.

O índice MSCI da região Ásia-Pacífico exceto Japão tinha queda de 0,12 por cento, com as ações australianas fechando praticamente estáveis, com oscilação negativa de 0,01 por cento.

As bolsas de Cingapura, Hong Kong, China, Malásia e Taiwan permaneceram fechadas.

(Reportagem adicional de Ayai Tomisawa, Lisa e Twaronite Osamu Tsukimori em Tóquio)

 
Homem observa preços de ações em um placar eletrônico na Bolsa de Ações de Tóquio. As ações em Tóquio saltaram mais perto de uma máxima de 33 meses nesta terça-feira, ajudadas pela cotação do iene perto das mínimas ante o dólar, após investidores interpretarem comentários de uma autoridade dos Estados Unidos como aprovação para o Japão por buscar políticas para evitar a deflação e enfraquecer o iene. 06/02/2013 REUTERS/Toru Hanai