13 de Fevereiro de 2013 / às 15:08 / 5 anos atrás

UE e EUA dão pontapé inicial para negociações de comércio livre

Presidente do Comissão Europeia, José Manuel Barroso, fala durante coletiva de imprensa na sede do Comitê da UE em Bruxelas. Os Estados Unidos e a União Europeia (UE) concordaram nesta quarta-feira em promover até o final de junho o início de negociações para criar a maior aliança comercial mundial livre, o que pode ser um exemplo a ser seguido por competidores globais. 13/02/2013 REUTERS/Francois Lenoir

BRUXELAS, 13 Fev (Reuters) - Os Estados Unidos e a União Europeia (UE) concordaram nesta quarta-feira em promover até o final de junho o início de negociações para criar a maior aliança comercial mundial livre, o que pode ser um exemplo a ser seguido por competidores globais.

Tal acordo será a tentativa mais ambiciosa desde a fundação da Organização Mundial do Comércio (OMC) em 1995, englobando metade da produção econômica do mundo e um terço das transações comerciais globais.

“Essas negociações estabelecerão um padrão, não apenas para o nosso comércio e investimento bilateral futuro, incluindo questões regulatórias, mas também o desenvolvimento de regras comerciais globais”, afirmou em entrevista o presidente do Comissão Europeia, José Manuel Barroso.

Ao falar após a divulgação de um relatório conjunto dos EUA e da UE recomendando o início das negociações, Barroso disse que a expectativa é que os dois lados iniciem as negociações neste semestre.

O relatório vê o acordo impulsionando a economia da UE em cerca de 0,5 por cento e a economia norte-americana em aproximadamente 0,4 por cento até 2027, com um aumento de 86 bilhões de euros de renda anual para a primeira e de 65 bilhões de euros para a segunda.

O relatório foi divulgado um dia após o presidente Barack Obama expressar apoio a um potencial acordo em seu discurso do Estado da União, dizendo que isso apoiaria milhões de bons empregos norte-americanos.

Emprego e crescimento justificam a aliança, dado que ambas as economias estão lutando para interromper uma sequência de quase cinco anos de retrações e recuperação fraca, assim como o aumento da competição da China e outras economias emergentes.

Reportagem de Philip Blenkinsop, Robert-Jan Bartunek, Adrian Croft e Ethan Bilby; reportagem adicional de Tom Miles em Genebra

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