Rio Tinto sofre 1o prejuízo anual, sinaliza corte de custos

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013 08:54 BRST
 

MELBOURNE, Austrália (Reuters) - O novo presidente da Rio Tinto sinalizou que vai promover cortes de custos na companhia, focar na venda de ativos com performance fraca e investir com mais cautela, após a terceira maior mineradora do mundo ter sofrido prejuízo de 3 bilhões de dólares em 2012, na primeira perda anual registrada pela empresa.

O presidente-executivo da Rio Tinto, Sam Walsh, foi indicado no mês passado, quando o antecessor foi retirado do cargo após aquisições em alumínio e carvão que fizeram a mineradora registrar baixas contábeis de 14,4 bilhões de dólares e que deixaram a companhia no vermelho.

"Podemos fazer melhor e vou melhorar esta grande companhia ainda mais", afirmou Walsh a repórteres, dizendo que pode adotar uma gestão mais agressiva com a venda de ativos que não atendem aos objetivos da empresa.

A Rio Tinto teve queda de 47 por cento no lucro do último semestre, o pior resultado desde 2009, em meio a grandes quedas no preço das commodities. Apesar disso, o resultado veio levemente acima do previsto e a companhia anunciou um aumento acima do previsto no dividendo.

O lucro, que exclui baixas contábeis, caiu para 4,149 bilhões de dólares no período de julho a dezembro de 2012, ante 7,768 bilhões um ano antes, segundo cálculos da Reuters. A previsão média de analistas era de resultado de 3,93 bilhões.

CORTE DE CUSTOS

Walsh, 63, durante nove anos ficou à frente da unidade de minério de ferro, cortando custos, garantindo presença em depósitos de alta qualidade e automatizando operações com caminhões sem motoristas e trens que partem de um centro de alta tecnologia a 1,5 mil quilômetros das minas.

O corte de custos tem posição de destaque na pauta de Walsh, que indicou mais de 5 bilhões de dólares em economias até o fim de 2014. Os investidores estão ansiosos para saber como exatamente a companhia alcançará esta meta.

O prejuízo anual de 2,99 bilhões de dólares refletiu as baixas contábeis resultantes da compra da Alcan em 2007 e aquisição no setor de carvão em Moçambique, onde problemas de transporte atrapalharam os projetos e obrigaram a cortar estimativas de produção.