Sindicatos da Peugeot aceitam antecipar transferências de fábrica na França

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013 15:05 BRST
 

PARIS, 15 Fev (Reuters) - Sindicatos da PSA Peugeot Citroën aceitaram que a montadora francesa começasse a transferir trabalhadores da problemática fábrica de Aulnay, começando de fato a desaceleração gradual da fábrica um ano antes do fechamento programado.

Conselhos de trabalhadores aprovaram a transferência para outra fábrica na região de Paris em resposta à violência e ameaças contra os funcionários que não aceitaram a convocação de greve pelo esquerdista CGT, disse o vice-presidente executivo de operações industriais, Denis Martin.

A interrupção da produção da unidade, de 440 carros por dia, pode afetar a Peugeot com custos de reestruturação acima da previsão, a menos que a situação se resolva rapidamente.

Apesar da queda na demanda por veículos na França e Europa, a lista de espera pelo subcompacto Citroën C3, montado em Aulnay, aumentou em decorrência das paradas, afirmou a montadora.

"Certa perda de produção era prevista no plano, mas se isso se arrastar por muito mais tempo começará a ter impacto", afirmou um representante da companhia.

"A produção continua parada após novos danos a equipamentos de telecomunicação cometidos na quinta-feira por uma 'violenta minoria' de grevistas", afirmou Martin em coletiva na capital.

Pelo plano de reestruturação da Peugeot de cortar 8 mil postos de trabalho na França, metade dos 3 mil empregados de Aulney seriam transferidos no próximo ano para a unidade de Poissy, oeste de Paris.

As transferências começarão agora diante do pedido de outros sindicatos, começando no início de março a um ritmo de 50 pessoas por semana, segundo Martin.

O plano pode ter atrasos após o sindicato CGT ter conseguido na Justiça que a Peugeot estendesse as consultas aos empregados na subsidiária Faurecia.

A transferência de empregados continua temporária e pode ser revertida quando a produção de Aulnay voltar ao normal, segundo o chefe de operações industriais, acrescentando que a Peugeot atualmente planeja manter os dois turnos na problemática fábrica.

(Por Gilles Guillaume e Laurence Frost)