ANÁLISE-Negociação de livre comércio EUA-UE promete recompensas e armadilhas

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013 13:12 BRT
 

Por Alan Wheatley

LONDRES, 18 Fev (Reuters) - As futuras negociações comerciais transatlânticas podem oferecer um novo incentivo para a Europa se preocupar um pouco menos com a proteção dos ganhos econômicos passados e se concentrar um pouco mais em garantir fontes de prosperidade futura.

As negociações, anunciadas na semana passada e que devem começar em junho, também são uma importante oportunidade para a União Europeia rejuvenescer os laços políticos com os Estados Unidos, no momento em que Washington se volta para uma Ásia em ascensão.

As conversas serão difíceis. Sucessivas tentativas de premiar mercados abertos ao longo dos últimos 15 anos fizeram alguns progressos, mas acabaram falhando. Desta vez, amplas consultas convenceram autoridades de que um acordo pode ser forjado a um custo político menor.

Uma razão é que a agricultura, um entrave constante para os negociadores, é um pesadelo bilateral menor do que era há dois anos, graças a mudanças no mercado global para produtos agrícolas, disse Fredrik Erixon, diretor do Centro Europeu para Economia Política Internacional, um instituto de Bruxelas.

Além disso, as duas maiores economias mundiais estão ansiosas para acessar novas fontes de crescimento. Elas estimam que até 2027 um pacto abrangente poderia adicionar 0,5 por cento ao ano para o Produto Interno Bruto da UE e 0,4 por cento para a produção dos EUA.

No entanto, a crença em Bruxelas e Washington de que eles não terão que atravessar muitos limites de negociação impostos por poderosos interesses será rapidamente testada, afirmou Erixon.

"Vai ficar muito mais claro que você não vai obter um acordo que pode oferecer ganhos econômicos de curto e médio prazos ou ganhos dinâmicos de longo prazo, a menos que você esteja disposto a fazer as reformas do lado da oferta", disse ele.

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