Oi prevê alta de até 11,4% na geração de caixa; mantém investimentos

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013 08:10 BRT
 

Por Sérgio Spagnuolo

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A operadora de telecomunicações Oi prevê crescimento de até 11,4 por cento para geração de caixa operacional e de no máximo 5,5 por cento na receita líquida de serviços em 2013 após encerrar o quarto trimestre com lucro abaixo do esperado por analistas.

A companhia também reiterou sua política de remuneração a acionistas e vai propor em assembleia a distribuição de 1 bilhão de reais adicionais relativos a 2012, de acordo com relatório de resultados divulgado no fim da segunda-feira.

O anúncio de estimativas de 2013 e de manutenção da remuneração acontece cerca de um mês após a saída de Francisco Valim da presidência do grupo, sendo substituído pelo então presidente do conselho de administração, José Mauro Mettrau Carneiro da Cunha.

Para 2013, a empresa prevê uma geração de caixa operacional medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) entre 9 bilhões e 9,8 bilhões de reais.

Essa estimativa fica 2,3 a 11,4 por cento acima dos 8,8 bilhões de reais gerados no ano passado, que ficaram dentro da meta da companhia e representaram avanço de ligeiros 0,4 por cento sobre 2011, em termos pro-forma. A margem Ebitda ficou praticamente estável ano a ano, em 31,3 por cento.

Já a receita líquida de serviços deve ficar entre 28 bilhões e 29 bilhões de reais neste ano, 1,8 a 5,5 por cento acima dos 27,5 bilhões de 2012.

Mas a companhia não forneceu uma meta, como havia feito em 2012, para a receita líquida total, após esse resultado ter ficado aquém da expectativa de 28,9 bilhões de reais no ano passado, prejudicado por um faturamento 60 por cento menor do que o esperado com a venda de aparelhos. No ano, a receita líquida total foi de 28,1 bilhões de reais.

A operadora manteve para 2013 os investimentos previstos em 6 bilhões de reais, mesmo patamar inicialmente previsto para 2012 --ano em que a Oi desembolsou 6,6 bilhões, se contabilizadas as aquisições da radiofrequências para telefonia móvel de quarta geração (4G), no total de 400 milhões de reais em meados do ano.   Continuação...