Oi precisa manter forte disciplina operacional e financeira, diz Zornig

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013 09:54 BRT
 

Por Sérgio Spagnuolo

RIO DE JANEIRO, 19 Fev (Reuters) - A Oi precisa manter uma "forte disciplina" na estratégia e nas finanças para controlar seu nível de endividamento, mantendo os rumos traçados para seus negócios mesmo após a saída de Francisco Valim da presidência da companhia, disse o diretor financeiro do grupo, Alex Zornig.

No fim de segunda-feira, a operadora apresentou suas estimativas financeiras para 2013, prevendo crescimento na geração de caixa operacional e na receita líquida e mantendo o plano de investimentos de 6 bilhões de reais para o período, além de reafirmar programa de distribuição de 2 bilhões de reais a acionistas neste ano.

"A companhia terá de manter uma forte disciplina operacional, financeira e estratégica ao mesmo tempo que continuaremos a olhar para opções de financiamento que aumentem a nossa flexibilidade financeira", disse Zornig à Reuters.

"A Oi vem sendo capaz de alongar o prazo médio da sua dívida, que em 2009 era 2,7 anos e no final de 2012 situa-se nos 5 anos", reiterou o executivo em resposta a questionamentos feitos por email.

Ele acrescentou que a companhia possui fontes de recursos diversificadas e boa situação de liquidez diante de baixa necessidade de rolagem de dívida em 2013 e pelo fato de que quase 60 por cento do endividamento vence a partir de 2017.

Segundo Zornig, a Oi tem recursos suficientes para remunerar acionistas, respeitando a relação máxima de três vezes a dívida líquida sobre o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) estabelecida em abril do ano passado.

"Este limite garante a sustentabilidade da companhia e pressupõe a venda de ativos não core (não essenciais) e compartilhamento de investimentos com outros operadores", disse o executivo, quando questionado se o grupo precisaria aumentar a dívida para pagar dividendos, após lucro líquido de 837 milhões de reais em 2012.

"Temos reservas suficientes no patrimônio líquido que podem ser distribuídas", acrescentou. A operadora tem uma necessidade de refinanciamento de dívida de 2,8 bilhões de reais em 2013, segundo ele, e "mantém a estratégia de avaliar o aproveitamento das melhores oportunidades do mercado", para potencial captação de dívida.   Continuação...