Aéreas pedem aumento de voos em Congonhas; Azul quer ampliar slots

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013 16:44 BRT
 

Por Roberta Vilas Boas

SÃO PAULO, 19 Fev (Reuters) - A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), que reúne os quatro maiores grupos aéreos do país, é favorável à revisão dos horários de pouso e decolagem (slots) no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, mas com aumento na sua capacidade.

Segundo o presidente da Associação, Eduardo Sanovicz, a entidade defende o aumento da capacidade do aeroporto mais movimentado do país e não apoia a retirada de slots atuais de empresas para entregá-los a outras companhias.

"A Abear é favorável à revisão. Temos propostas, estamos discutindo internamente, e as quatro empresas são favoráveis a essa revisão. Mas cada uma vai avaliar a forma de aderir e participar dos resultados que forem obtidos", afirmou em coletiva de imprensa nesta terça-feira.

Sanovicz lembrou que a capacidade do aeroporto sofreu duas reduções em 2001 e 2007, após acidente com um avião que transportava malotes bancários e do avião da TAM, respectivamente, "em uma reação circunstancial e compreensível", mas garantiu que há possibilidade de essa capacidade crescer novamente.

"Garantimos que é o momento de começar a rever esse gargalo", disse. De acordo com o executivo, a capacidade de Congonhas é para 54 movimentos de pouso e decolagem por hora, mas atualmente está em 34 movimentos por hora.

A Abear defende um aumento na capacidade do aeroporto em detrimento da proposta da Secretaria de Aviação Civil (SAC), de alocação dos espaços de pousos e decolagens do aeroporto de modo "que um terço da redistribuição total possível de slots (...) seja de fato redistribuída a cada ano".

Atualmente, TAM e Gol detém a maioria dos slots do aeroporto, mas outras empresas aéreas têm interesse em elevar a participação em voos que partem e chegam em Congonhas.

No início do mês, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) iniciou uma audiência pública para discussão sobre novos procedimentos de utilização dos slots em aeroportos que operem no limite de sua capacidade.   Continuação...