Fusões e aquisições elevam S&P 500 para perto de alta histórica

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013 18:59 BRT
 

Por Edward Krudy

NOVA YORK, 19 Fev (Reuters) - As ações norte-americanas fecharam em alta nesta terça-feira, com contínua alta na atividade de fusões sugerindo que investidores ainda estão encontrando valor no mercado mesmo com os principais índices acionários oscilando perto de suas máximas em cinco anos.

O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, avançou 0,39 por cento, para 14.035 pontos. O índice Standard & Poor's 500 teve valorização de 0,73 por cento, para 1.530 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq subiu 0,68 por cento, para 3.213 pontos.

O papel da Office Depot disparou 9,4 por cento para 5,02 dólares após uma fonte próxima ao assunto afirmar que a segunda maior varejista de materiais para escritório está em negociações avançadas para fundir-se com a rival menor OfficeMax, cuja ação saltou mais de 20 por cento.

Notícias sobre a possível manobra surgiram poucos dias após a Berkshire Hathaway e um parceiro firmarem acordo para adquirir a H.J. Heinz por 23 bilhões de dólares, e uma aquisição cujo valor revisado alcança 20 bilhões de dólares da cervejaria mexicana Grupo Modelo pela Anheuser-Busch InBev.

A atividade de operações ajudou as ações a resistir a um recuo, com investidores utilizando quedas como oportunidades de compra. O S&P 500 acumula alta de cerca de 7 por cento até agora em 2013, e avançou nas últimas sete semanas em sua série de ganhos mais longa desde janeiro de 2011, embora a maior parte dos ganhos semanais tenham sido baixos.

O índice Dow Jones fechou a 0,9 ponto percentual de sua máxima histórica, enquanto o S&P 500 estava a 2,2 pontos percentuais de seu pico.

"Transações são boas para o mercado", disse o analista de futuros e corretor do FuturePath Trading, Frank Lesh. "O fato de que elas estão ocorrendo é positivo".

Mais de 158 bilhões de dólares em acordos foram anunciados até agora em 2013, mais do que o dobro da atividade no mesmo período no ano passado, respondendo por 57 por cento dos volumes globais de operações, de acordo com a Thomson Reuters Deals Intelligence.