21 de Fevereiro de 2013 / às 20:55 / 5 anos atrás

Cenário externo pressiona e dólar sobe 0,35% ante real

Por Bruno Federowski e Natalia Cacioli

SÃO PAULO, 21 Fev (Reuters) - O dólar encerrou em alta frente ao real pelo segundo pregão consecutivo, pressionado por dados econômicos negativos na zona do euro e nos Estados Unidos.

Temores persistentes de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, possa interromper seu programa de compra de ativos mais cedo do que o previsto também impulsionaram as cotações do dólar.

A moeda norte-americana avançou 0,35 por cento, para 1,9728 real na venda, após ter fechado com alta de 0,56 por cento na véspera. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de 3,119 bilhões de dólares.

“O mercado leu as notícias sobre o Fed como um sinal de que ele está desistindo do programa de estímulo monetário”, disse o economista-chefe do CM Capital Markets, Darwin Dib. “A questão da verdadeira intenção do Fed deve ficar para os próximos dias.”

A ata da reunião de janeiro do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Fed, publicada na quarta-feira, mostrou que alguns membros da instituição consideram concluir ou reduzir seu programa de compra de ativos antes de verificar melhora no mercado de trabalho, devido a temores sobre seus possíveis custos.

Com a interrupção do programa, a oferta de dólares nos mercados cambiais seria reduzida, fortalecendo a divisa norte-americana.

O dólar também foi impulsionado por aversão a risco motivada por dados econômicos ruins na zona do euro e nos Estados Unidos.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) da zona do euro caiu para 47,3 em fevereiro, ante 48,6 no mês anterior, mostrando uma piora inesperada nas condições empresariais da região, especialmente na França.

Nos Estados Unidos, o número de pedidos de auxílio-desemprego subiu na semana passada e os preços ao consumidor no país ficaram estáveis em janeiro. Embora possam servir como argumento para que o Fed mantenha ativo seu programa de estímulo monetário, os dados não chegaram a reduzir a alta da divisa frente ao real.

O dólar chegou a ser cotado a 1,9795 real na máxima da sessão. Em relação a uma cesta de moedas, a moeda subia 0,46 por cento, enquanto o euro caía 0,81 por cento ante a divisa dos Estados Unidos.

Operadores afirmaram, no entanto, que a alta não deve se sustentar durante os próximos dias. Segundo eles, o dólar tende a se estabilizar em torno do patamar de 1,95 real -- nível considerado por alguns analistas como um piso informal.

“O governo prefere um mercado de dólar estável, sem muita liquidez, e o mercado já aceitou isso”, disse o operador de câmbio da Renascença José Carlos Amado.

O mercado buscou patamares menores nas últimas semanas devido a interpretações de que o Banco Central usaria o real mais apreciado para ajudar no combate à inflação. Quando a divisa ameaçou cair abaixo do nível de 1,95 real, no entanto, o BC interveio e freou a queda.

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