20 de Junho de 2013 / às 14:59 / 4 anos atrás

Desemprego no Brasil segue em 5,8% em maio e rendimento cai

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO, 20 Jun (Reuters) - A taxa de desemprego no Brasil mostrou resistência em maio ao continuar em 5,8 por cento, acima das expectativas, ao mesmo tempo em que o rendimento da população caiu pelo terceiro mês seguido, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.

O resultado repetiu o de abril e, embora seja o menor para o mês de maio desde o início da série histórica em 2002, marca o quinto mês seguido em que a taxa não cede.

“Perdemos a certeza de que 2013 vai ser um ano com taxas menores que as do ano anterior”, afirmou o coordenador do IBGE Cimar Pereira Azeredo. A taxa média de desemprego em 2012 foi de 5,5 por cento.

A última vez que o desemprego caiu foi em dezembro, quando atingiu 4,6 por cento, a menor taxa da história, com os quatro meses seguintes mostrando alta e agora se estabilizando.

“A inflexão da curva aconteceu antes em 2012 do que agora. O momento em que o mercado de trabalho vai reagir ao aquecimento da economia está mais difícil para os analistas vislumbrarem”, acrescentou o coordenador do IBGE.

A taxa de maio também ficou acima da mediana das previsões de 27 analistas consultados pela Reuters, que apontava para 5,70 por cento. As estimativas variaram entre 5,30 e 5,90 por cento.

Na média do ano, a taxa de desemprego já se encontra praticamente no mesmo patamar dos 5 primeiros meses de 2012 -- 5,7 por cento contra 5,8 por cento.

RENDA

O rendimento médio da população ocupada caiu 0,3 por cento no mês passado ante abril, mas subiu 1,4 por cento sobre maio de 2012, atingindo 1.863,60 reais.

O IBGE destacou que a inflação elevada tem afetado nos últimos meses o poder de compra do trabalhador. “A inflação mais alta explica novamente a queda no rendimento, que no nominal sobe mas, quando deflacionada, cai”, disse Azeredo.

Já a população ocupada cresceu 0,4 por cento em maio na comparação com abril e subiu 0,1 por cento ante o mesmo período do ano anterior, totalizando 23 milhões de pessoas nas seis regiões metropolitanas avaliadas.

Por sua vez, a população desocupada atingiu 1,417 milhão de pessoas, alta de 0,3 por cento ante abril e de 0,2 por cento sobre um ano antes. Os desocupados incluem tanto os empregados temporários dispensados quanto desempregados em busca de uma chance no mercado de trabalho.

A ocupação na indústria mostrou ainda pouco dinamismo, com alta de 0,8 por cento ante abril e queda de 0,1 por cento em relação a maio do ano passado.

“Carteira de trabalho é passaporte ao crédito e o crédito movimenta a economia; o empregador só formaliza quando tem a certeza de que a economia vai crescer”, declarou Azeredo.

A indústria de São Paulo foi a única a mostrar sinal mais forte de recuperação, com alta de 3,6 por cento, a mais forte desde julho de 2010. Porém, nos meses de março e abril, a ocupação na industria paulista tinha caído 1 e 4,8 por cento, de acordo com o IBGE.

O mercado de trabalho vem conseguindo manter-se com taxas de desemprego baixas apesar da contínua fragilidade da economia brasileira, que cresceu apenas 0,6 por cento no primeiro trimestre ante o período anterior.

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