Commodities têm maior queda em 18 meses

quinta-feira, 20 de junho de 2013 19:12 BRT
 

Por Barani Krishnan

NOVA YORK, 20 Jun (Reuters) - As commodities sofreram sua maior liquidação em um ano e meio nesta quinta-feira, com dados chineses sombrios e devido ao plano do Banco Central dos EUA de reduzir gradualmente seu programa de estímulos à economia, o que prejudica as perspectivas para o crescimento global.

O ouro atingiu uma mínima de dois anos e meio e o petróleo despencou 3 por cento. Os preços do cobre recuaram para os menores níveis em 20 meses, enquanto o alumínio e o níquel caíram para mínimas de vários anos, por temores sobre uma desaceleração da atividade industrial na China, maior comprador mundial de metais.

Os mercados agrícolas tampouco foram poupados, com o milho, o trigo e a soja recuando, e o açúcar e o café renovando mínimas de vários anos.

Uma alta generalizada do dólar, impulsionado por um plano do chairman do Fed, Ben Bernanke, de possivelmente encerrar seu programa de estímulo, gerou fortes quedas nas commodities negociadas na moeda norte-americana.

"A queda de hoje é uma para os livros de história, pelo menos para o ouro", disse o analista da INTL FC Stone, Edward Meir.

O índice de 19 commodities da Thomson Reuters-Jefferies CRB recuou quase 3 por cento, queda mais acentuada desde dezembro de 2011.

O ouro e a prata recuaram para uma mínima de setembro de 2010 após Bernanke afirmar que o Fed começaria a reduzir os 85 bilhões de dólares em compras mensais de títulos ainda neste ano.

A inundação de dinheiro que o Fed criou desde a crise financeira de 2008/2009 contribuiu fortemente com as altas no ouro e nas outras commodities. Bernanke indicou que o programa de estímulos poderia ser encerrado até meados de 2014 caso a economia dos EUA esteja forte o suficiente.   Continuação...