Presidente da Petrobras cita "variação abrupta" do câmbio

sexta-feira, 21 de junho de 2013 12:38 BRT
 

SÃO PAULO, 21 Jun (Reuters) - A Petrobras deverá sentir os efeitos da recente desvalorização real, uma vez que tem dívida e custos em dólar, mas ainda é necessário aguardar para dimensionar o problema, indicou nesta sexta-feira a presidente da estatal, Maria das Graças Foster, durante palestra em São Paulo.

"Nós temos uma variação abrupta do câmbio e é preciso esperar o último dia útil de junho para responder de forma quantitativa essa pergunta. A Petrobras tem dívida em dólar. A indústria de petróleo é dolarizada. A Petrobras tem custos em dólar, então é preciso esperar o último dia útil de junho", declarou ela, ao ser questionada sobre o impacto para os resultados da empresa.

A cotação do dólar ante o real já subiu cerca de 5,5 por cento em junho e acumula alta de mais de 10 por cento no segundo trimestre.

Em evento no início de junho, a presidente da estatal afirmou que o câmbio "como está não é bom para a Petrobras".

Cerca de três quartos da dívida da Petrobras estão em moeda estrangeira, com a maior parte sendo atrelada ao dólar.

Além da questão da dívida, a Petrobras é a maior importadora do país, e tem elevado as compras externas de petróleo e derivados, para atender a demanda crescente.

Considerando que a estatal vende derivados com preços inferiores aos do mercado internacional, a alta do dólar pode aumentar a defasagem de preços.

AÇÕES

As ações da Petrobras caíram abaixo de um nível razoável, comentou ainda a presidente da empresa, acrescentando que a companhia espera "reconquistar" a confiança de investidores à medida que avançar com seu programa de controle de custos e aumentar a produção de petróleo.   Continuação...