Aumento da tarifa da Copel está suspenso; mercado vê risco político

segunda-feira, 24 de junho de 2013 11:49 BRT
 

Por Anna Flávia Rochas

SÃO PAULO, 24 Jun (Reuters) - A estatal Copel pediu a suspensão do aumento do tarifa de distribuição de energia aprovado ao órgão regulador do setor elétrico, que atendeu ao pedido da distribuidora, levando a ação da empresa a cair nesta segunda-feira com investidores vendo aumento do risco político.

"Registramos que estamos concluindo as análises internas para identificarmos a melhor forma de aplicação do diferimento, de modo que não traga prejuízo à saúde financeira da empresa, e apresentaremos oportunamente à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) o pleito definitivo relativo ao diferimento", informou a Copel em comunicado nesta segunda-feira.

A Aneel concedeu o efeito suspensivo do reajuste tarifário, após pedido da Copel, até que o recurso seja analisado e deliberado em reunião da diretoria. A suspensão foi autorizada por despacho publicado no Diário Oficial da União nesta segunda-feira.

Não ficou claro o que a Copel pediu no recurso enviado à Aneel, e as assessorias de imprensa da agência e da empresa não puderam dar mais detalhes imediatamente.

A suspensão ocorre depois que o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), disse no fim da semana passada que falaria com a diretoria da Copel sobre a suspensão do aumento médio de 14,61 por cento nas tarifas de energia dos consumidores atendidos pela empresa. O aumento deveria ser aplicado a partir desta segunda-feira.

O governo do Estado do Paraná é o acionista controlador da Copel.

Às 11h43, a ação da Copel caía quase 6 por cento, a 24,70 reais, diante de preocupações dos investidores de que a empresa não aplique o reajuste tarifário e vendo retorno do risco político na administração da companhia. O Ibovespa perdia 2,71 por cento.

Na sexta-feira, após as declarações de Richa, o papel da Copel desabou quase 17 por cento.   Continuação...