Ações chinesas ampliam queda e puxam mercados da Ásia

terça-feira, 25 de junho de 2013 07:50 BRT
 

Por Chikako Mogi

TÓQUIO, 25 Jun (Reuters) - As ações chinesas tiveram forte queda nesta terça-feira, arrastando outras bolsas asiáticas, à medida que se espalhavam preocupações de que um aperto de crédito pode ameaçar o crescimento da economia chinesa e prejudicar a recuperação norte-americana.

As ações de Xangai chegaram a cair mais de 6 por cento em dado momento, para o menor nível desde o começo de 2009, colocando momentaneamente o índice de Hong Kong no vermelho, com as perdas acelerando em bancos médios, ao passo que as taxas interbancárias da China começaram a subir novamente.

"Esse é um mercado em capitulação, não vale a pena tentar aproveitar qualquer recuperação técnica. Nós vimos esse movimento antes, veja quanto o mercado caiu em 2008", disse o estrategista-chefe do Bank of Communication International Securities, Hong Hao.

A queda do índice CSI300, de 0,27 por cento, levou o seu índice de força relativa (RSI, na sigla em inglês) para 13,7 --o nível mais tecnicamente sobrevendido desde que o indicador foi adotado em 2005.

Na metade do pregão, tanto o índice CSI300 como o de Xangai diminuíram as perdas para 1 por cento e o índice de Hong Kong passou a subir, encerrando em alta de 0,21 por cento. Xangai ainda terminou com queda de 0,19 por cento.

Às 7h34, o índice MSCI que reúne mercados da região da Ásia-Pacífico com exceção do Japão tinha leve queda de 0,14 por cento, depois de ter caído 1,2 por cento, ampliando a queda de 1,8 por cento vista na segunda-feira e atingindo o menor nível em 11 meses.

A agitação prejudicou o mercado acionário japonês, onde o sentimento foi impulsionado pela tendência recentemente retomada de desvalorização do iene. O índice Nikkei anulou ganhos iniciais e encerrou em queda de 0,72 por cento.

O índice de Seul encerrou em baixa de 1,02 por cento, a bolsa de Taiwan caiu 1,22 por cento, enquanto Cingapura avançou 0,51 por cento. Sydney fechou com desvalorização de 0,28 por cento.

(Reportagem adicional de Ayai Tomisawa em Tóquio, Clement Tan em Hong Kong e Lewa Pardomuan em Jacarta)