Dificuldades para bolsa integrada na América Latina crescem

terça-feira, 25 de junho de 2013 08:17 BRT
 

NOVA YORK, 25 Jun (Reuters) - Os líderes das bolsas de valores do Chile, Colômbia e Peru afirmaram na segunda-feira aos investidores que a compra de ações na região está se tornando mais fácil por causa de seus esforços de integração, que já duram dois anos, apesar da persistência de diferenças tributárias.

Em apresentações e reuniões com investidores em Nova York, os chefes das três bolsas promoveram a criação do Mercado Integrado Latino-Americano, conhecido como Mila.

Mas desafios persistentes na eliminação ou redução de diferenças em regimes tributários e para aumentar os volumes de negócios continuam, reconheceram.

"Não poderemos resolver todos as questões antes de iniciarmos a Mila. Há diferenças entre os países", disse Francis Stenning, presidente-executivo da bolsa de valores de Lima.

Enquanto isso, a queda nos preços das ações de mercados emergentes está tornando a tarefa de convencer investidores a colocar capital na região ainda mais difícil.

O índice S&P Mila 40, que acompanha as 40 principais ações das três bolsas, que listam um total de 552 ativos no total, acumula queda de 20 por cento no ano até agora.

A Mila funciona ao permitir, por exemplo, que um investidor colombiano compre ações de uma companhia peruana usando uma corretora em Bogotá.

Os executivos da Mila enfatizaram a integração como um primeiro passo para o que pode se tornar uma fusão completa das bolsas.

"Temos o receio de que se tomarmos o caminho de negociações para fusão as coisas vão ruir por causa de questões políticas", disse Juan Pablo Cordoba, presidente da bolsa de valores de Bogotá, a jornalistas.   Continuação...