Trabalhador em país emergente se preocupa mais com conduta de empresas

terça-feira, 25 de junho de 2013 10:29 BRT
 

NOVA YORK, 25 Jun (Reuters) - Trabalhadores em países emergentes estão mais preocupados com o comportamento das empresas do que os empregados em nações mais desenvolvidas, de acordo com uma pesquisa divulgada nesta terça-feira.

A pesquisa Ipsos em 24 países mostrou que os sentimentos sobre responsabilidade corporativa são maiores no Brasil, México, Indonésia e Índia, onde mais da metade dos trabalhadores disse ser muito importante que seus empregadores sejam responsáveis com a sociedade e o meio ambiente.

Mas no Japão e na França, menos de 20 por cento dos trabalhadores se sentia da mesma maneira, e na Espanha, Bélgica, Alemanha, Coreia do Sul e China, o número foi inferior a 30 por cento.

Em outras nações desenvolvidas a taxa foi de 30 por cento na Grã-Bretanha, 32 por cento nos Estados Unidos e 37 por cento no Canadá.

"O principal achado, não importa onde você olhe, é que as empresas não podem negligenciar a responsabilidade social corporativa", disse Trent Ross, vice-presidente sênior da Ipsos, sobre os resultados da pesquisa.

No geral, 61 por cento dos entrevistados acham que as empresas deveriam prestar mais atenção ao meio ambiente, e 52 disseram que as companhias devem contribuir mais para a sociedade.

Os trabalhadores também consideram o comportamento de uma empresa na tomada de decisões sobre produtos e serviços. Cerca de metade das pessoas na Indonésia, Brasil e México disse ter propensão a pensar sobre a responsabilidade social de uma empresa quando compra alguma coisa, em comparação com 15 por cento ou menos na França, Japão, Bélgica e Alemanha.

As três coisas mais importantes que uma empresa precisa fazer para ser respeitada, de acordo com a pesquisa, são: priorizar a segurança no local de trabalho, contribuir para o desenvolvimento socioeconômico do país e respeitar as leis e os direitos locais.

A Ipsos entrevistou um total de 18.150 adultos para a pesquisa online realizada entre 2 e 16 abril. Cerca de mil pessoas participaram em cada país, com exceção da Argentina, Indonésia, México, Polônia, África do Sul, Coreia do Sul, Suécia, Rússia e Turquia, onde cerca de 500 pessoas contribuíram com o levantamento.

(Por Patricia Reany)