ATUALIZA 1-Juros e spreads recuam em maio, mas inadimplência não cede--BC

terça-feira, 25 de junho de 2013 11:07 BRT
 

BRASÍLIA, 25 Jun (Reuters) - Em meio a um cenário de aperto monetário, o mercado de crédito brasileiro manteve expansão moderada em maio, ao mesmo tempo em que a inadimplência não cedeu e os spread bancários e as taxas de juros recuaram, divulgou o Banco Central nesta terça-feira.

O estoque total de crédito no Brasil aumentou 1,5 por cento em maio ante abril, chegando a 2,486 trilhões de reais, ou 54,7 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

O BC informou também que a taxa de inadimplência no segmento de recursos livres ficou em 5,5 por cento em maio, estável pelo terceiro mês consecutivo, enquanto o spread bancário --diferença entre o custo de captação do banco e o efetivamente cobrado do tomador final-- fechou o mês passado em 17,2 pontos percentuais também neste segmento, ante 17,9 pontos percentuais no mês anterior.

Considerando o crédito total, o spread ficou em 11,2 pontos percentuais, menor que os 11,7 pontos registrados em abril.

Já a taxa média de juros total no segmento de recursos livres fechou maio em 25,8 por cento, inferior aos 26,3 por cento verificados em abril. No crédito total, os juros ficaram em 18,1 por cento em maio, menor que 18,5 por cento apurada no mês anterior.

Em maio, o BC endureceu o combate à inflação e elevou a Selic em 0,5 ponto percentual, para 8 por cento ao ano em decisão unânime do Comitê de Política Monetária (Copom).

Após acelerar o ciclo de aperto monetário, o presidente do BC, Alexandre Tombini, avaliou que a inflação em 12 meses ainda mostra tendência de elevação no curto prazo e que a autoridade monetária fará o que for necessário para colocá-la em declínio.

Mesmo diante dessa sinalização, o economistas e instituições financeiras consultados pelo BC na pesquisa Focus elevaram a perspectiva para o IPCA de 2013 para 5,86 por cento, ante 5,83 por cento no levantamento anterior.

(Reportagem de Luciana Otoni)