25 de Junho de 2013 / às 17:44 / 4 anos atrás

Vendas de combustíveis crescem 7,2% até maio--Sindicom

Por Sabrina Lorenzi

RIO DE JANEIRO, 25 Jun (Reuters) - As vendas de combustíveis cresceram 7,2 por cento de janeiro a maio de 2013 em relação ao mesmo período do ano passado, em mais um dado que mostra a força do consumo de derivados a despeito da desaceleração da economia brasileira.

A taxa abrange o desempenho das companhias filiadas ao Sindicato das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), que representa cerca de 80 por cento deste mercado, informou a entidade nesta terça-feira.

“Combustível é um segmento à parte da economia. O diesel, um termômetro do transporte brasileiro, continua elevado”, afirmou o diretor de Mercado e Comunicação do Sindicom, Cesar Guimarães.

Também entre os destaques, as vendas de etanol aumentaram 14,5 por cento, com aumento na produção no centro-sul e a desoneração de PIS/Cofins, afirmou o presidente do Sindicom, Alisio Vaz.

O consumo de gasolina e diesel manteve o ritmo de alta, com taxas de 5,4 e 4,5 por cento no mesmo período.

A Sindicom divulgou mais cedo o relatório anual sobre o mercado de combustíveis em 2012, ano em que as vendas aumentaram 6,7 por cento e foram vendidos 118 bilhões de litros.

ESTOQUES

Na ocasião, Vaz afirmou que o crescimento do mercado de derivados por anos consecutivos levou a um novo patamar de demanda que tem exigido investimentos das distribuidoras.

Preocupada com este novo patamar de consumo, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) decidiu impor estoques mínimos de petróleo e derivados tanto à Petrobras quanto aos distribuidores, em resoluções distintas para os dois segmentos.

O Sindicom propôs à agência que a regulamentação sobre estoques seja unificada em uma única resolução, disse Vaz.

“Estas regras que estão em discussão têm a ver com este crescimento sensacional. As empresas estão contentes, mas isso exige mais tancagem, estoques”.

ÔNIBUS

A desoneração de PIS/Cofins do óleo diesel para empresas de ônibus, proposta pela presidente Dilma Rousseff em decorrência dos protestos que levaram à revogação de aumentos de preços das tarifas de transportes em várias cidades brasileiras, pode ser apropriada por outros consumidores se não houver um controle por parte da cadeia, afirmou Vaz.

“Não é tão simples de controlar este volume do diesel que será desonerado... é preciso cuidado para que não vire farra do boi”, afirmou.

O recolhimento dos impostos é realizado nas refinarias, pela Petrobras, e segundo ele, não há um controle do que é vendido para empresas de ônibus, e isso terá de ser pensado.

“Certamente seremos envolvidos nesse controle”, afirmou.

Uma ideia, segundo ele, é que a cobrança seja feita normalmente e as empresas de ônibus sejam reembolsadas diretamente pelo governo após a compra.

A presidente Dilma defendeu redução de impostos para empresas de ônibus para reduzir os impactos da redução das tarifas de transporte.

Vaz estima que as empresas de ônibus consumam de 5 a 10 por cento do volume de diesel consumido no país.

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