Governo central tem primário recorde para maio, de R$5,956 bi

terça-feira, 25 de junho de 2013 15:37 BRT
 

BRASÍLIA, 25 Jun (Reuters) - O governo central --formado pelo governo federal, Banco Central e Previdência Social-- registrou superávit primário de 5,956 bilhões de reais no mês passado, recorde para meses de maio mas 18 por cento inferior à economia fiscal apurada em abril, informou o Tesouro Nacional nesta terça-feira.

Nos cinco primeiros meses do ano, a economia feita para o pagamento de juros da dívida pública acumula saldo positivo de 33,045 bilhões de reais, 29,5 por cento menor que o montante apurado em igual período de 2012.

Já a Previdência Social continuou apresentando déficit, mas em menor nível. Em maio, o saldo negativo foi de 3,001 bilhões de reais, ante déficit de 6,181 bilhões em abril. Ainda segundo dados do Tesouro, o governo federal registrou saldo positivo de 8,915 bilhões de reais e o BC, de 42,7 milhões de reais.

Em maio, a receita líquida do governo central totalizou 74,138 bilhões de reais, com queda de 16,6 por cento na comparação com abril. Um dos destaques foram as receitas de 2,895 bilhões de reais com dividendos e de 1,103 bilhão de reais com concessões, referente a outorga de serviços de telecomunicações.

No acumulado do ano, a receita líquida ficou em 387,329 bilhões de reais, 7,3 por cento superior ao verificado em igual período do ano anterior.

Por outro lado, as despesas somaram em maio 68,182 bilhões de reais, recuo de 16,5 por cento frente a abril. No acumulado do ano, os gastos públicos somam 354,329 bilhões de reais, 12,8 por cento a mais do que os cinco primeiros meses do ano passado.

A deterioração das condições econômicas, marcada por crescimento fraco, inflação alta e baixa confiança dos agentes econômicos, levou o governo a assumir que perseguirá a meta de superávit primário de 2,3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano para o setor público consolidado --governo central, Estados, municípios e estatais--, mas sem que fosse explicitado o que será feito para fechar as contas.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse apenas que espera melhor desempenho da arrecadação tributária nos próximos meses e que, se necessário, o governo elevará a programação inicial de corte de 28 bilhões de reais em gastos públicos definida para este ano.

A meta cheia de superávit primário para este ano é de 155,9 bilhões de reais, equivalente a 3,1 por cento do PIB. Mas o governo trabalha com a previsão de abater 45 bilhões de reais em gastos com investimentos públicos e desonerações tributárias.

(Reportagem de Luciana Otoni)