ENTREVISTA-BIS não está pedindo por fim imediato de programas de estímulo

quarta-feira, 26 de junho de 2013 08:50 BRT
 

Por Eva Kuehnen

BASILEIA, 26 Jun (Reuters) - Os mercados tiveram uma reação exagerada ao plano do banco central dos Estados Unidos de parar de imprimir dinheiro, mas a volatilidade é inevitável e não deve impedir que outros bancos centrais façam o mesmo quando o momento certo chegar, afirmou o diretor-geral do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês), Jaime Caruana.

O relatório anual do BIS --conhecido como "o banco central dos bancos centrais" --provocou uma série de respostas no final de semana, depois de ter dito que uma saída de políticas acomodativas ficaria apenas mais difícil com o passar do tempo.

O Financial Times acusou o BIS em um editorial de "estar profundamente e perigosamente enganado".

Caruana disse à Reuters em entrevista que não estava exigindo uma ação imediata e que o momento de saída deve ser determinada por cada banco central individualmente.

"Eu não iria tão longe a ponto de dizer que o momento certo é agora", disse ele em seu escritório no 17º andar da sede do BIS em Basileia, Suíça.

"Cada banco central deve decidir por si mesmo --e o momento certo pode ser diferente para cada banco central", afirmou Caruana.

Entretanto, os bancos devem se preparar com antecedência para agitação nos mercados, verificando sua resiliência ao risco de taxas de juros, volatilidade e quedas nos preços de ativos.

"Se eles se prepararem, então, quando a hora chegar, o processo de normalização será mais tranquilo e fácil", disse.   Continuação...