27 de Junho de 2013 / às 12:33 / 4 anos atrás

Subsea 7 sofre com projeto da Petrobras e culpa dificuldades no Brasil

OSLO, 27 Jun (Reuters) - O grupo de engenharia offshore Subsea 7 enfrenta obstáculos em um de seus maiores projetos, culpando as dificuldades em fazer negócios no Brasil e aumentando as preocupações sobre o já abalado setor de serviços de petróleo.

Listada em Oslo, na Noruega, a empresa afirmou nesta quinta-feira ter reduzido perspectivas para 2013, enfrentando excesso de custos e atrasos em um grande projeto offshore da Petrobras, anúncio que fez seus papéis caírem 19 por cento.

A Subsea 7 afirmou que os custos no seu projeto Guará-Lula, que faz parte das descobertas em águas ultraprofundas na bacia de Santos, ficaria entre 250 e 300 milhões de dólares mais caro que o estimado previamente, forçando a empresa a abandonar planos de fazer "progresso" no lucro a este ano.

Alertas em relação ao lucro e projetos com problemas abalaram a confiança dos investidores na indústria de serviços de petróleo, que recebeu uma série de investimentos das empresas de energia, de olho no aumento dos preços do petróleo.

A Subsea 7, que já havia alertado para atrasos em grandes projetos no Brasil, já não espera que o lucro ajustado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) melhore na comparação com 2012.

A companhia, que presta serviços de engenharia e construção onshore e offshore para diversas empresas pelo mundo, afirmou que seus resultados atuais no Brasil são "inaceitáveis" e que ela não participaria de mais nenhuma licitação para projetos com risco similar.

A companhia está preocupada com sua capacidade de operar no país, que corre para explorar sua vasta nova reserva de petróleo enquanto constrói uma indústria naval e de serviços do zero.

"É parcialmente em função do projeto, mas em maior extensão devido ao ambiente brasileiro", afirmou o presidente-executivo Jean Cahuzac durante conferência com analistas.

Ele disse ser difícil trabalhar no Brasil dada a exigência para conteúdo local, problemas com administração, restrições de importações e impostos que vão muito além dos termos e condições acordados em contrato.

O projeto na bacia de Santos, para o qual a Subsea 7 foi contratada em 2011 em acordo de 1 bilhão de dólares, enfrentou problemas relacionados ao clima após a entrada na fase offshore, no segundo trimestre, ponto que se soma a outros reveses de operar no Brasil.

"Atrasos foram experimentados durante o trimestre como resultado dos problemas contínuos com a cadeia de fornecedores, início tardio de fabricação de gasoduto principalmente devido a problemas de desembaraço aduaneiro e às condições meteorológicas adversas na temporada de inverno", disse a empresa, em comunicado.

"Diante desse novo alerta de lucro ... o sentimento do mercado no setor de serviços de petróleo deverá manter-se pressionado. Entretanto, o projeto Guará-Lula já foi identificado como sendo problemático", afirmou o banco Goldman Sachs em uma nota.

Por Victoria Klesty e Gwladys Fouche

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