Preços ao produtor brasileiro sobem 0,28% em maio--IBGE

quinta-feira, 27 de junho de 2013 09:53 BRT
 

RIO DE JANEIRO, 27 Jun (Reuters) - O Índice de Preços ao Produtor (IPP) desacelerou a alta a 0,28 por cento em maio, com destaque para os segmentos produtos químicos e para refino de petróleo e produtos de álcool, que mostraram quedas nos preços, e para alimentos, que foram no caminho contrário.

Em maio, o IPP registrou avanço de 0,28 por cento, ante 0,40 por cento em abril, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira. O resultado de abril foi revisado de 0,35 por cento divulgado anteriormente.

Em maio, 17 das 23 atividades pesquisadas apresentaram alta de preços na comparação com o mês anterior, com destaque para alimentos, que registrou variação positiva de 1,42 por cento ante 0,17 por cento, maior resultado positivo desde agosto de 2012 (2,07 por cento).

Por sua vez, as maiores influências para cima sobre o indicador vieram de alimentos (0,27 ponto percentual) e metalurgia (0,05 ponto).

Por outro lado, os principais impactos negativos aconteceram em outros produtos químicos (-0,13 ponto percentual), com recuo de 1,18 por cento nos preços, e refino de petróleo e produtos de álcool (-0,10 ponto), que mostrou queda dos preços de 0,93 por cento.

Já no acumulado em 12 meses até maio o IPP teve alta de 4,07 por cento, com destaque para bebidas (8,86 por cento), papel e celulose (7,14 por cento), borracha e plástico (6,96 por cento) e refino de petróleo e produtos de álcool (6,10 por cento).

O IPP mede os preços "na porta das fábricas" e não inclui os custos com frete e impostos que influenciam os preços ao consumidor.

Apesar de ter desacelerado a alta em junho a 0,38 por cento, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) estourou o teto da meta do governo em 12 meses ao acumular 6,67 por cento. O alvo, baseado no IPCA, é de 4,5 por cento, com tolerância de 2 pontos percentuais.

A preocupação com o nível elevado da inflação ganhou mais força no último mês devido à valorização do dólar, o que alimenta temores de maior pressão sobre os preços exatamente num momento de recuperação econômica frágil.

O Banco Central já havia apertado o ciclo de elevação da Selic com aumento de 0,5 ponto percentual em maio, para 8 por cento, depois de a ter elevado a taxa básica de juros em abril em 0,25 ponto. Economistas consultados na pesquisa Focus do BC esperam nova elevação de 0,5 ponto na reunião de julho.

(Reportagem de Felipe Pontes; Texto de Camila Moreira; Edição de Alexandre Caverni)