Governo russo reduz plano de privatizações

quinta-feira, 27 de junho de 2013 13:20 BRT
 

Por Darya Korsunskaya e Douglas Busvine

MOSCOU, 27 Jun (Reuters) - O governo russo reduziu pela metade nesta quinta-feira a meta de privatizações para 2014, com autoridades do Kremlin leais ao presidente Vladimir Putin reforçando o controle sobre a política econômica.

A agenda de privatização revisada reduz um esforço de 50 bilhões de dólares em venda de bens estatais lançado em 2010 pelo reformista ex-ministro das Finanças Alexei Kudrin, mas que não foi totalmente implementada.

Esse plano de venda definiu o ponto alto da presidência liberal de quatro anos de Dmitry Medvedev. O retorno de Putin ao Kremlin em maio de 2012, em uma troca de trabalho com Medvedev, diminuiu o ritmo das reformas no país praticamente pela metade.

Receitas de privatização têm ficado repetidamente aquém da meta, embora o estado tenha levantado mais de 5 bilhões de dólares no último outono do Hemisfério Norte com a venda de uma participação no Sberbank, maior banco da Rússia.

"O estado atual dos mercados financeiros é tal que, com raras exceções, será impossível evitar danos irreparáveis com a venda de participações nessas empresas", disse Olga Dergunova, chefe da Agência de Propriedade do Estado, a ministros.

Dergunova cortou sua previsão de receita de privatização para 180 bilhões de rublos (5,5 bilhões de dólares) em 2014. As receitas de privatização deste ano devem chegar a 60 bilhões de rublos, ou 14 por cento de sua meta original.

A principal privatização planejada para 2014 é de uma participação no antigo monopólio de telefonia fixa Rosteleom, que está sendo preparado para competir com as três principais operadoras de telefonia móvel privada da Rússia - MTS, Megafon e Vimpelcom.