Confiança do comércio cai 3,0% no tri até junho ante 2012--FGV

sexta-feira, 28 de junho de 2013 08:28 BRT
 

SÃO PAULO, 28 Jun (Reuters) - O Índice de Confiança do Comércio (Icom) caiu 3,0 por cento na média do trimestre encerrado em junho, frente ao mesmo período do ano passado, ao passar de 126,4 pontos para 122,5 pontos, informou nesta sexta-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Apesar da queda, a FGV destaca que a leitura mostra uma melhora, uma vez que em maio o indicador havia mostrado queda de 3,6 por cento, marcando o quinto mês seguido de piora do resultado.

"A recuperação foi determinada inteiramente pela melhora de expectativas em relação aos meses seguintes, sugerindo ritmo ainda moderado de atividade no segundo trimestre com aceleração gradual do nível de atividade econômica no terceiro trimestre", afirmou a FGV.

O indicador do estudo que mede a percepção do setor em relação à demanda no momento atual --o Índice de Situação Atual (ISA-COM) médio-- registrou 94,9 pontos, queda de 3,9 por cento em relação ao obtido no mesmo período do ano anterior, ante recuo de 2,6 por cento em maio.

Já o indicador trimestral do Índice de Expectativas (IE-COM) recuou 2,5 por cento em junho na comparação com um ano antes, para 150,0 pontos, ante queda de 4,3 por cento no mês anterior.

Por sua vez, o setor de Varejo Restrito teve baixa de 5,7 por cento no trimestre concluído em junho na comparação com o mesmo período do ano passado, ante queda de 6,2 por cento em maio.

No Varejo Ampliado, que inclui veículos, motocicletas, partes e peças, a confiança recuou 4,2 por cento no indicador trimestral até junho, após ter registrado queda de 4,5 por cento no período de três meses encerrado em maio.

Já no Atacado, o índice de confiança caiu 0,7 por cento no trimestre até junho, depois de perder 1,9 por cento no resultado de três meses anterior.

As vendas no varejo brasileiro foram afetadas recentemente pela inflação elevada, e cresceram apenas 0,5 por cento em abril, mostrando retração nas vendas de supermercados.

Na quinta-feira, o Banco Central piorou sua visão sobre o crescimento da economia, estimando alta de 2,7 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, ante os 3,1 por cento previstos até anteriormente.

(Por Camila Moreira)