Renamo diz lamentar desordem econômica em Moçambique, quer negociar

sexta-feira, 28 de junho de 2013 13:01 BRT
 

Por Marina Lopes

MAPUTO, 28 Jun (Reuters) - O partido da oposição de Moçambique, Renamo, suspeito de ter matado dois civis na semana passada em uma campanha nascente de guerrilha, disse nesta sexta-feira que lamentava a desordem da economia e pediu mais diálogo com o governo.

Duas décadas depois do fim de uma longa guerra civil, o Renamo está aumentando a pressão sobre o partido Frelimo, da situação, provocando temores de que um retorno à violência possa descarrilar o boom econômico impulsionado pelas commodities de Moçambique.

A mineradora Rio Tinto suspendeu nesta semana os embarques de carvão do noroeste de Moçambique, depois que o antigo grupo guerrilheiro ameaçou interromper a ferrovia Sena usada para transportar o carvão até o oceano Índico. A brasileira Vale também tem projeto de carvão em Moçambique.

"Queremos ver mais investidores vindo para Moçambique, mas o atual momento de tensão política não permite isso", disse o porta-voz Fernando Mazanga à Reuters, acrescentando que o partido "lamentava" a interrupção do crescimento na ex-colônia portuguesa.

"É por isso que queremos acelerar as conversas com o governo."

Na semana passada, homens armados mataram duas pessoas em emboscadas a veículos.

Onze soldados e policiais e cinco civis foram mortos desde abril em ataques atribuídos ao Renamo, que foi fundado nos anos 1970 com a ajuda do regime do apartheid da África do Sul para conter o marxista Frelimo.