Fraqueza da indústria da China em junho eleva preocupação com expansão

segunda-feira, 1 de julho de 2013 07:23 BRT
 

Por Langi Chiang e Koh Gui Qing

PEQUIM, 1 Jul (Reuters) - O crescimento do vasto setor industrial da China desacelerou para mínimas de vários meses em junho devido à fraqueza de novas encomendas, mostraram nesta segunda-feira duas pesquisas Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês).

Economistas disseram que os dois índices PMI reforçaram suas preocupações de que a desaceleração econômica da China pode se aprofundar no segundo trimestre, especialmente com Pequim mostrando-se cada vez mais relutante em adotar medidas para estimular o crescimento.

"A economia chinesa ainda está lutando no seu mínimo", disse o economista-chefe para China do JPMorgan em Hong Kong, Haibin Zhu.

O PMI oficial da China caiu para 50,1 em junho ante 50,8 em maio, pouco acima da marca de 50 que indica crescimento. A última vez que a leitura ficou abaixo de 50 foi em setembro.

Outra pesquisa PMI realizada pelo Markit e patrocinada pelo HSBC caiu para a mínima de nove meses a 48,2, ante 49,2 em maio.

Ainda assim, os líderes chineses parecem confortáveis com o ritmo mais lento de crescimento do país, com o presidente Xi Jinping afirmando durante o fim de semana que autoridades não devem mais ser consideradas "heróis" se buscarem crescimento econômico a qualquer custo.

As pesquisas mostraram fraqueza das demandas doméstica e externa.

As novas encomendas no PMI oficial caíram para uma mínima de quatro meses de 50,1 em junho. Diferentemente de meses anteriores, o país não publicou uma leitura para as novas encomendas de exportação neste mês, sem explicar o motivo.

O PMI do HSBC/Markit, que foca empresas menores e exportadoras, mostrou que as novas encomendas em junho despencaram para o menor nível desde outubro, mesmo depois de os produtores terem reduzido os preços para melhorar as vendas.

A pesquisa do HSBC também mostrou que as novas encomendas de exportação encolheram em junho no ritmo mais rápido desde setembro uma vez que os clientes nos Estados Unidos e na Europa reduziram as compras mesmo depois de os produtores chineses terem repassado custos menores.