Caminhoneiros fazem protestos na região metropolitana de São Paulo

segunda-feira, 1 de julho de 2013 10:10 BRT
 

SÃO PAULO, 1 Jul (Reuters) - Caminhoneiros realizavam protestos em pelo menos duas importantes rodovias na região metropolitana de São Paulo na manhã desta segunda-feira, provocando pequenos congestionamentos.

Na rodovia Anchieta, que liga a capital paulista à região de Santos, onde fica o porto mais importante do país, a manifestação fechava duas pistas no sentido litoral na altura do município de São Bernardo do Campo. Segundo a EcoVias, concessionária do grupo EcoRodovias, havia congestionamento de dois quilômetros.

No porto de Santos, principal do país, alguns caminhões que conseguiram chegar até a cidade estão parados na reta da Alemoa, uma das entradas que dá acesso ao porto, por conta do protesto de caminhoneiros, segundo a Companhia Docas de São Paulo (Codesp).

Mas a assessoria de imprensa da Codesp informou que são poucos os veículos parados no local, uma vez que a maior parte ficou impossibilitada de descer por conta da manifestação na Anchieta.

A Codesp acrescentou que os principais terminais portuários estão com as operações normais, por contarem com reservas estocadas em seus armazéns para a movimentação a granel e contêineres no pátio.

Caminhoneiros fechavam pistas nos dois sentidos também a rodovia Castello Branco, na região de Itapevi, na grande São Paulo. Segundo a concessionária ViaOeste, do grupo CCR, uma pista já foi liberada no sentido à capital paulista, mas apenas para carros de passeio e motos.

O congestionamento era de cerca de 5 quilômetros no sentido interior-São Paulo.

O Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC) convocou, na semana passada, uma greve de 72 horas a partir das 6 da manhã desta segunda-feira.

Por volta de 9h da manhã a direção do MUBC ainda não tinha informações sobre a adesão à paralisação e locais onde ocorriam manifestações.

As demandas do sindicato dos caminhoneiros incluem um subsídio para o diesel, isenção de pagamentos de pedágio para os motoristas e a criação de um novo departamento do governo federal para transporte de cargas.

(Por Gustavo Bonato e Roberta Vilas Boas; reportagem adicional Fabíola Gomes)