Dilma defende robustez fiscal e nega mudança na equipe econômica

segunda-feira, 1 de julho de 2013 21:32 BRT
 

Por Maria Carolina Marcello

BRASÍLIA, 1 Jul (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff descartou mudanças no momento em sua equipe econômica, e reforçou a necessidade de o país ter as contas públicas equilibradas para ajudar no controle da inflação e atravessar o período de transição para uma política monetária menos expansionista nos Estados Unidos.

"Não está à vista nenhuma (mudança na equipe econômica)", disse a presidente em uma rara entrevista coletiva nesta segunda-feira, durante reunião ministerial na Granja do Torto, em Brasília.

A presidente reuniu nesta segunda-feira seu ministério para discutir os cinco pactos acordados com governadores e prefeitos após as manifestações de rua, com atenção à robustez fiscal e à reforma política.

Os cinco pactos - nas áreas de responsabilidade fiscal, transportes, saúde, educação e pela reforma política - foram anunciados na segunda-feira da semana passada pela presidente, em resposta às reivindicações populares por melhoria dos serviços públicos, entre outros temas.

Segundo a presidente, a estabilidade fiscal foi discutida de maneira "bastante profunda" no encontro com os ministros, uma vez que Dilma afirmou ser necessário o aumento de investimentos em áreas como saúde e educação, além de reforço nas políticas, na gestão e na execução das ações do governo.

"Como fazer uma coisa que é importante para o país assegurando ao mesmo tempo a robustez fiscal? Nós sempre temos que fazer com responsabilidade. Isso é função do governante. Se não, nós caímos na situação em que hoje está a Europa", disse.

Mesmo defendendo o equilíbrio fiscal, a presidente afirmou que não irá cortar gastos sociais para poder atender às demandas das ruas.

"Meu governo jamais negociará qualquer redução de gasto social", disse a presidente, acrescentando que a redução dos gastos sociais não está na pauta de reivindicações das ruas.   Continuação...

 
A presidente Dilma Rousseff descartou mudanças no momento em sua equipe econômica, durante entrevista coletiva nesta segunda-feira. REUTERS / Ueslei Marcelino