Entrada de caminhões no porto de Santos é interrompida por protesto

terça-feira, 2 de julho de 2013 10:58 BRT
 

SÃO PAULO, 2 Jul (Reuters) - A recepção de cargas rodoviárias em Santos, principal complexo portuário da América Latina, está completamente interrompida nesta terça-feira, devido a um protesto de caminhoneiros que bloqueia acessos ao porto, disse a autoridade portuária.

O modal rodoviário corresponde a cerca de dois terços das cargas que entram e saem de Santos, incluindo granéis agrícolas, como soja e açúcar, e contêineres.

Por outro lado, os embarques de produtos não foram afetados, porque os armazéns e os pátios ainda têm cargas para operar, disse a Companhia Docas de São Paulo (Codesp), por meio da assessoria de imprensa.

A chegada e saída de cargas por ferrovia, que corresponde a 24 por cento do total, permanece operacional, assim como a movimentação de granéis líquidos por dutos (10 por cento do total).

No caso dos granéis agrícolas como soja, milho e açúcar, as chuvas dos últimos dias provocaram um acúmulo de cargas nos armazéns e têm reduzido naturalmente o ritmo de embarques, o que minimiza o impacto do bloqueio de caminhões.

Os porões dos navios de grãos não ficam abertos em dias de chuva para não elevar a umidade das cargas.

O protesto de caminhoneiros já bloqueava há mais de 24 horas os acessos de veículos de cargas ao porto de Santos, em meio a manifestações semelhantes em diversos outras rodovias do país na manhã desta terça-feira.

A rodovia Cônego Domênico Rangoni, permanecia bloqueada nesta manhã nos dois sentidos, na área continental de Santos, segundo a Ecovias, concessionária que administra a rodovia.

A via Anchieta, que liga a capital paulista à região de Santos, tinha congestionamento de quatro quilômetros, por conta de manifestação na área portuária.   Continuação...

 
Caminhões carregados com grãos de soja em fila no porto de Santos. A recepção de cargas rodoviárias em Santos, principal complexo portuário da América Latina, está completamente interrompida nesta terça-feira, devido a um protesto de caminhoneiros que bloqueia acessos ao porto, disse a autoridade portuária. 27/03/2013. REUTERS/Paulo Whitaker