2 de Julho de 2013 / às 13:22 / em 4 anos

Entrada de caminhões no porto de Santos é interrompida por protesto

Caminhões carregados com grãos de soja em fila no porto de Santos. A recepção de cargas rodoviárias em Santos, principal complexo portuário da América Latina, está completamente interrompida nesta terça-feira, devido a um protesto de caminhoneiros que bloqueia acessos ao porto, disse a autoridade portuária. 27/03/2013.Paulo Whitaker

SÃO PAULO, 2 Jul (Reuters) - A recepção de cargas rodoviárias em Santos, principal complexo portuário da América Latina, está completamente interrompida nesta terça-feira, devido a um protesto de caminhoneiros que bloqueia acessos ao porto, disse a autoridade portuária.

O modal rodoviário corresponde a cerca de dois terços das cargas que entram e saem de Santos, incluindo granéis agrícolas, como soja e açúcar, e contêineres.

Por outro lado, os embarques de produtos não foram afetados, porque os armazéns e os pátios ainda têm cargas para operar, disse a Companhia Docas de São Paulo (Codesp), por meio da assessoria de imprensa.

A chegada e saída de cargas por ferrovia, que corresponde a 24 por cento do total, permanece operacional, assim como a movimentação de granéis líquidos por dutos (10 por cento do total).

No caso dos granéis agrícolas como soja, milho e açúcar, as chuvas dos últimos dias provocaram um acúmulo de cargas nos armazéns e têm reduzido naturalmente o ritmo de embarques, o que minimiza o impacto do bloqueio de caminhões.

Os porões dos navios de grãos não ficam abertos em dias de chuva para não elevar a umidade das cargas.

O protesto de caminhoneiros já bloqueava há mais de 24 horas os acessos de veículos de cargas ao porto de Santos, em meio a manifestações semelhantes em diversos outras rodovias do país na manhã desta terça-feira.

A rodovia Cônego Domênico Rangoni, permanecia bloqueada nesta manhã nos dois sentidos, na área continental de Santos, segundo a Ecovias, concessionária que administra a rodovia.

A via Anchieta, que liga a capital paulista à região de Santos, tinha congestionamento de quatro quilômetros, por conta de manifestação na área portuária.

Outras rodovias do sistema de rodovias de acesso à Baixada Santista --usadas principalmente por automóveis-- operavam normalmente, segundo a concessionária.

Uma carretata de caminhões também ocupava o trânsito de três faixas na Marginal Pinheiros, importante via da capital paulista, segundo o Twitter do Centro de Controle Integrado da prefeitura.

O Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC), entidade que representa motoristas de caminhão, informou que havia também manifestações em pontos de Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Bahia, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul.

Os protestos começaram na manhã de segunda-feira.

O governo federal conseguiu liminar da Justiça Federal que proíbe o bloqueio de rodovias federais pelo MUBC, prevendo aplicação de multas, informou na segunda-feira o Ministério dos Transportes.

As demandas dos caminhoneiros incluem um subsídio para o diesel, isenção de pagamentos de pedágio para os motoristas e a criação de um novo departamento do governo federal para transporte de cargas.

Reportagem de Gustavo Bonato

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