Aneel aprova reajuste médio nulo para tarifa de energia da Eletropaulo

terça-feira, 2 de julho de 2013 12:00 BRT
 

BRASÍLIA, 2 Jul (Reuters) - A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira um reajuste médio nulo para as tarifas da Eletropaulo, empresa que distribui energia em São Paulo.

Para diferentes classes de consumo, porém, haverá ligeiras variações, vigorando a partir do dia 4 deste mês, com redução de 0,87 por cento para os clientes de alta tensão (como indústrias) e aumento de 0,43 por cento para os de baixa tensão, como as residências.

A manutenção do patamar das tarifas decorre de um desconto equivalente a 763 milhões de reais, relativo aplicação retroativa de parte da revisão tarifária negativa definida em 2012.

O terceiro ciclo de revisão tarifária da Eletropaulo deveria ter sido aplicado em julho de 2011, mas foi aplicado somente um ano depois, uma vez que a Aneel só definiu em novembro de 2011 as regras do terceiro ciclo de revisão.

A aplicação retroativa da revisão negativa, relativa ao período do atraso de sua vigência--de julho de 2011 a julho de 2012--foi "parcelada" para ser aplicada nos reajustes posteriores.

É a essa "devolução" retroativa, relativa ao período em que os consumidores não usufruíram da redução da tarifa, que se refere o desconto de 763 milhões de reais que contribuiu para anular o reajuste de 2013.

O presidente da Eletropaulo, Britaldo Soares, afirmou que a decisão "não atrapalha" a empresa e lembrou que, em 10 dias, o caixa da Eletropaulo receberá 506 milhões de reais de recursos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para cobertura de gastos com energia de termelétricas, entre outros fatores.

"Foi uma decisão equilibrada, que atende aos interesses dos consumidores e preserva os interesses da companhia", disse Soares a jornalistas, após participar da reunião da Aneel.

COPEL

A Aneel adiou novamente a avaliação de alternativas para o reajuste da distribuidora paranaense Copel, que pediu a suspensão da aplicação de seu reajuste médio 14,61 por cento. O processo foi retirado da pauta da reunião da diretoria da Aneel desta terça-feira. Ainda não há uma nova data para que volte a ser analisado.

(Por Leonardo Goy)