3 de Julho de 2013 / às 15:34 / 4 anos atrás

Dados de emprego dos EUA são otimistas; déficit comercial aumenta

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON, 3 Jul (Reuters) - O setor privado dos Estados Unidos acelerou as contratações em junho e os novas solicitações de auxílio-desemprego caíram pela segunda semana consecutiva na semana passada, apontando para melhora constante nas condições do mercado de trabalho.

Ainda assim, o ritmo de crescimento econômico permanece sem brilho, com outros dados nesta quarta-feira mostrando uma forte desaceleração no setor de serviços em junho e um déficit comercial maior em maio.

Os postos de trabalho no setor privado aumentaram em 188 mil no mês passado, mostrou o Relatório Nacional de Emprego da ADP nesta quarta-feira. Isso ficou acima dos 134 mil postos abertos em maio. Economistas esperavam aumento de 160 mil vagas.

Separadamente, o Departamento do Trabalho informou que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 5 mil, para 343 mil segundo dados ajustados sazonalmente.

"O mercado (de trabalho) está se mantendo firme", disse o economista-chefe do Moody's Analytics Mark Zandi.

Os dados foram divulgados antes do relatório de emprego mais abrangente do governo que será divulgado na sexta-feira. Não é esperada em junho nenhuma grande mudança no padrão recente de ganhos moderados de empregos.

A expectativa é de que as vagas de emprego fora do setor agrícola aumentem em 165 mil em junho, de acordo com uma pesquisa da Reuters com economistas, ligeiramente abaixo da leitura de 175 mil de maio. Isso seria maior que a média mensal de 155.800 nos últimos três meses.

A taxa de desemprego deve diminuir 0,1 ponto percentual, para 7,5 por cento. O relatório de emprego pode dar novas pistas sobre o momento os planos do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, para começar a reduzir seu estímulo monetário.

O chairman do Fed, Ben Bernanke, disse no mês passado que o banco central espera reduzir suas compras de títulos ainda neste ano e interromper o programa até meados de 2014, desde que a economia avance como esperado.

SERVIÇOS

Separadamente, o índice de serviços do Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) caiu para 52,2 em junho, o menor nível desde fevereiro de 2010, ante 53,7 em maio. Leitura acima de 50 indica expansão no setor, que responde por mais de dois terços da economia.

Somado ao relatório do Departamento do Comércio mostrando que o déficit comercial dos Estados Unidos aumentou 12,1 por cento, para 45,0 bilhões de dólares, isso sugere que o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre vai provavelmente ficar bem abaixo do ritmo anual de 1,8 por cento registrados nos três primeiros meses do ano.

O salto no déficit comercial refletiu um aumento nas importações, indicação de demanda doméstica firme. E mesmo que o ritmo de crescimento no setor de serviços tenha desacelerado em junho, os empregadores ainda contrataram mais trabalhadores.

No relatório sobre o comércio, as importações subiram 1,9 por cento, para 232,1 bilhões de dólares, nível mais alto desde o recorde de 234,3 bilhões registrado em março de 2012. As exportações dos EUA, por sua vez, caíram 0,3 por cento, para 187,1 bilhões de dólares.

Reportagem de Lucia Mutikani, Richard Leong e Doug Palmer

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