Governo prevê R$11 bi para 50 novos terminais privados

quarta-feira, 3 de julho de 2013 13:43 BRT
 

BRASÍLIA, 3 Jul (Reuters) - O governo abriu nesta quarta-feira o processo para a instalação de 50 novos terminais privados no país, que deverão ter investimento de 11 bilhões de reais.

Entre as empresas interessadas em empreendimentos, como novos terminais, ampliações, estaleiros e estações de transbordo, estão empresas como a Petrobras, a distribuidora de combustíveis Ipiranga e o grupo EBX, de Eike Batista, disse o ministro da Secretaria Especial de Portos (SEP), Leônidas Cristino, após cerimônia em Brasília.

A partir de agora, eventuais outras empresas interessadas têm 30 dias para manifestar interesse em alguma das áreas desses projetos, dentro do novo marco regulatório do setor portuário que visa ampliar a infraestrutura do país com redução de custos.

Em caso de mais de um interessado na mesma área, haverá um processo seletivo. Após um total de 120 dias, a Secretaria Especial dos Portos espera emitir as autorizações oficiais.

Esses empreendimentos, que ficarão fora dos chamados portos organizados, terão três anos para realizar obras e começar a operar, lembrou o ministro.

O governo estima que os 50 novos terminais irão movimentar 105 milhões de toneladas em cargas anualmente. Mais cedo, em um comunicado, a secretaria havia divulgado que a capacidade prevista seria de 114 milhões de toneladas.

Os novos terminais deverão adicionar 89 milhões de toneladas anuais para a movimentação de granéis sólidos, 10,8 milhões para granéis líquidos e 5,6 milhões de toneladas em contêineres.

A região Norte do país --uma das mais deficitárias em termos de infraestrutura-- lidera o interesse dos empresários, com 27 pedidos de novos terminais. Só para o Pará, foram 12 solicitações.

(Reportagem de Jeferson Ribeiro)

 
Contâineres fotografados no porto de Santos. O governo abriu nesta quarta-feira o processo para a instalação de 50 novos terminais privados no país, que deverão ter investimento de 11 bilhões de reais. 22/02/2013. REUTERS/Paulo Whitaker