Plano da Energisa pelo Grupo Rede depende de refinanciamento de dívida

quarta-feira, 3 de julho de 2013 16:51 BRT
 

SÃO PAULO, 3 Jul (Reuters) - A Energisa e o grupo formado por CPFL e Equatorial Energia impuseram a validade de suas ofertas para comprar o Grupo Rede à aprovação de propostas por assembleia de credores da companhia nesta quarta-feira.

A assembleia começou na manha desta quarta e no início da tarde foi novamente suspensa por duas horas, depois que as ofertantes impuseram as condições.

Alguns credores pediram que o adiamento fosse até sexta-feira, para que tivessem tempo de avaliar as propostas já que a oferta da Energisa foi protocolada apenas na terça-feira.

Mas CPFL e Equatorial argumentam que os credores já tiveram bastante tempo para avaliar a oferta.

"Há um limite para tudo na vida", disse o advogado do grupo, Eduardo Munhoz, ao anunciar a condição de aprovação do plano nesta quarta, depois que a Energisa já tinha estabelecido a mesma condicionante.

Diante do impasse, o administrador judicial do processo de recuperação judicial do Grupo Rede suspendeu a assembleia por duas horas a pedido do atual controlador do grupo.

REFINANCIAMENTO RETIRADO

Após questionamentos de credores, a Energisa retirou de sua proposta pelo Grupo Rede a condição de que houvesse uma adesão mínima de credores com garantia real a opção de recebimento da divida que inclui o refinanciamento.

O FI-FGTS, um dos credores com garantia real, se manifestou por meio da advogada na assembleia que não está pretendendo aportar qualquer recurso no Grupo Rede.   Continuação...