BNDES diz que tem contratos de R$10,4 bi com Grupo EBX; exposição é pequena

quarta-feira, 3 de julho de 2013 21:05 BRT
 

SÃO PAULO, 3 Jul (Reuters) - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) afirmou nesta quarta-feira que tem operações contratadas de 10,4 bilhões de reais com o Grupo EBX, mas que nem todos os recursos foram desembolsados, e que a sua exposição direta às empresas do grupo do empresário Eike Batista é muito pequena.

O comunicado chega num momento de forte desconfiança do mercado em relação à viabilidade de empresas do grupo, especialmente a petrolífera OGX, que repetidamente não tem atingido metas de produção, e o impacto para as instituições financeiras credoras do Grupo EBX.

Na segunda-feira, o Bank of America Merrill Lynch emitiu relatório afirmando que o BNDES e a também estatal Caixa Econômica Federal são os mais expostos à dívida do grupo EBX.

Em nota, o BNDES afirmou que o valor comprometido ainda não foi totalmente desembolsado, que os contratos com empresas do grupo têm garantias específicas e que a exposição direta à EBX representa uma "parcela muito pequena" de seu patrimônio líquido.

O BNDES afirmou ainda que a EBX tem ativos sólidos e valiosos, e que confia na capacidade da companhia de encontrar "a melhor solução para superar os atuais desafios".

De acordo com o comunicado, as participações societárias em empresas de Eike Batista representavam cerca de 0,6 por cento da carteira da BNDESpar, braço de participações do BNDES, em 31 de março.

Na terça-feira, a Moody's reduziu o rating da petrolífera OGX de "B2" para "CAA2" com perspectiva negativa. Um dia antes, a Standard & Poor's havia cortado o rating de crédito da OGX de "B-" para "CCC", nível próximo ao de empresas em situação de default, enquanto a Fitch informou que o abandono do campo de Tubarão Azul anunciado pela empresa na segunda-feira, deve ter viés negativo, ante neutro, sobre a qualidade de crédito da empresa.

Nesta quarta-feira, a ação da OGX foi de novo a campeã de perdas do Ibovespa, principal índice acionário brasileiro, tombando 13,3 por cento, para 0,39 real, o equivalente a cerca de 3 por cento do valor de estreia no pregão, em 2008.

(Por Aluísio Alves)