Juros ficarão em mínima recorde por período prolongado, diz BCE

quinta-feira, 4 de julho de 2013 11:39 BRT
 

Por Paul Carrel e Sakari Suoninen

FRANKFURT, 4 Jul (Reuters) - O Banco Central Europeu (BCE) manterá as taxas de juros em mínima recorde por um período prolongado e pode cortá-las ainda mais, disse nesta quinta-feira o presidente do BCE, Mario Draghi.

Menos de duas horas depois de o Banco da Inglaterra, banco central britânico, dar uma orientação sobre as medidas futuras relativas às taxas de juros na primeira reunião de política de Mark Carney como presidente do banco, o presidente do BCE adotou a mesma tática.

"O Conselho Diretor espera que as taxas de juros do BCE permaneçam nos níveis atuais ou mais baixos por um período prolongado de tempo", disse Draghi em entrevista à imprensa depois que o BCE manteve a taxa de juros em 0,5 por cento, enfatizando que essa é a primeira vez que o banco fez a orientação.

Ele acrescentou que o Conselho discutiu cortar as taxas, mas decidiu não fazê-lo, e disse que o banco também pode considerar a redução da taxa de depósito sobre os depósitos bancários no BCE --que já está em zero-- em tentativa de estimular mais empréstimos.

Bancos centrais ao redor do mundo estão enfrentando condições turbulentas do mercado financeiro desde que o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, apresentou no mês passado um plano para encerrar seu programa de estímulo.

Se a orientação futura sobre a política pode atenuar o impacto da ação do Fed em outros países ainda não está claro.

O BCE manteve sua principal taxa de juros em 0,5 por cento e a de depósito em zero, como esperado por economistas em pesquisa da Reuters.

"0,50 ponto percentual não é o limite mais baixo", disse Draghi.   Continuação...

 
Presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, fala durante coletiva de imprensa mensal do BCE, em Frankfurt. O Banco Central Europeu (BCE) manterá as taxas de juros em mínima recorde por um período prolongado e pode cortá-las ainda mais, disse nesta quinta-feira o presidente do BCE, Mario Draghi. 6/06/2013. REUTERS/Ralph Orlowski