Aneel não descarta estender intervenção em empresas do Grupo Rede, se necessário

quinta-feira, 4 de julho de 2013 13:16 BRT
 

RIO DE JANEIRO, 4 Jul (Reuters) - A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) não descarta estender o prazo de intervenção nas distribuidoras de energia do Grupo Rede se não houver um acordo aprovado dentro do prazo atual para um novo controlador assumir a empresa, segundo o diretor da agência, Edvaldo Santana, nesta quinta-feira.

"A gente quer a melhor saída possível que é alguém assumindo o controle, e se para isso tiver que esperar um pouco mais, a gente espera", disse o diretor em evento sobre energia. "Podemos sim estender esse prazo", acrescentou ele.

Edvaldo Santana disse que a demora na solução para as empresas do Grupo Rede "é preocupante", uma vez que algumas distribuidoras tem níveis de qualidade insatisfatórios. "As pequenas (empresas) do grupo tem um nível de qualidade muito bom, mas outras do grupo não. O nosso medo é que, se demorar muito, isso vá se deteriorando", disse.

Holdings do Grupo Rede estão em processo de recuperação judicial e o controlador atual da empresa, Jorge Queiroz Jr., chegou a fechar compromisso de venda do controle para CPFL Energia e Equatorial Energia. Mas a Energisa também entrou na disputa, tendo apresentado proposta e conseguido apoio de alguns credores.

A próxima reunião em assembleia de credores ocorre na sexta-feira, quando a decisão final sobre quem assumirá a empresa poderá ser tomada. Mas divergências entre o atual controlador e credores já chegaram a adiar o desfecho em outras reuniões.

O prazo da recuperação judicial das holdings finda em 15 de julho. Já o prazo da intervenção da Aneel nas distribuidoras termina em 30 de agosto.

Para o diretor da Aneel, as empresas do Grupo Rede têm qualidade e solução de fácil execução. "O problema era a Celpa (PA). Nenhuma outra tem um problema que seja a metade do da Celpa. As soluções para o grupo não são difíceis. A Enersul (MS), por exemplo, tem ótima situação. O problema é financeiro, com credores, mas são empresas com potencial de mercado", disse.

A Celpa é a distribuidora de energia que pertencia ao Grupo Rede, chegou a entrar em processo de recuperação judicial, e foi comprada pela Equatorial Energia.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)