CNI prevê crescimento de apenas 1% da indústria em 2013

quinta-feira, 4 de julho de 2013 14:27 BRT
 

Por Luciana Otoni

BRASÍLIA, 4 Jul (Reuters) - Juros e inflação em alta, consumo em baixa e perda de dinamismo do mercado de trabalho levaram a Confederação Nacional da Indústria (CNI) a prever nesta quinta-feira queda na indústria extrativa e baixa expansão da indústria da transformação e da construção civil neste ano.

A entidade reduziu a sua estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano para 2 por cento, ante 3,2 por cento previsto em abril. A piora decorre também de incertezas na economia dos Estados Unidos e da menor expansão na China.

A projeção de expansão do PIB industrial passou para 1 por cento em 2013, ante previsão divulgada em abril de 2,6 por cento. As novas previsões indicam alta de 1,5 por cento da indústria de transformação, queda de 1,3 por cento na indústria extrativa e avanço de 1 por cento da construção civil, sendo que não está descartada uma estagnação deste subsetor.

Ao apresentar esse quadro insatisfatório, o gerente-executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, disse que as ações implementadas pelo governo não foram suficientes para aquecer a economia e o setor fabril.

Entre as iniciativas adotadas pelo governo constam a desoneração da folha de pagamento para vários segmentos e a redução de tributos vinculados ao consumo.

"As medidas adotadas não foram potentes o suficiente para reverter quadro de dificuldade competitiva. As medidas foram adequadas em termos de diagnóstico, mas precisam de mais intensidade ou celeridade", disse Castelo Branco.

Para a CNI, a desvalorização do real vai ajudar o setor, mas isso levará tempo para surtir efeito diante da oscilação da taxa de câmbio.

"A volatilidade vai continuar persistindo e não devemos volta ao câmbio do início do ano, ainda assim essas oscilações prejudicam a formação de preços no fechamento dos contratos", comentou Castelo Branco.   Continuação...