IPCA desacelera a 0,26% em junho com alimentos e remédios

sexta-feira, 5 de julho de 2013 10:03 BRT
 

RIO DE JANEIRO, 5 Jul (Reuters) - A inflação ao consumidor brasileiro desacelerou em junho para 0,26 por cento, num resultado abaixo do esperado, favorecido por alimentos, remédios e combustíveis. Mas a alta acumulada em 12 meses foi a 6,70 por cento, resultado mais alto desde 2011.

Em maio, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) havia subido 0,37 por cento, com o acumulado em 12 meses em 6,50 por cento, exatamente no teto da meta do governo, de 4,5 por cento com tolerância de 2 pontos percentuais.

Os números de junho foram divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e levaram o acumulado em 12 meses ao pior resultado desde os 6,97 por cento de outubro de 2011.

Entretanto, os números ficaram abaixo do esperado em pesquisa da Reuters. Para o resultado mensal, a expectativa era de alta de 0,33 por cento, segundo a mediana, com as projeções variando de 0,29 a 0,37 por cento. Já para o acumulado em 12 meses a expectativa chegava a 6,77 por cento.

De acordo com o IBGE, as principais influências para a desaceleração da alta vieram de alimentos, com alta de 0,04 por cento em junho ante 0,31 por cento em maio; remédios, com estabilidade ante alta de 1,61 por cento; e combustíveis, com deflação de 1,67 por cento ante queda de 0,75 por cento.

Ainda segundo o IBGE, o principal impacto de baixa sobre o IPCA de junho foi exercido por gasolina, com 0,04 ponto percentual, e etanol, com 0,05 ponto. Na outra ponta, as tarifas de ônibus urbanos lideraram os impactos de alta, com 0,07 ponto percentual, após subirem 2,61 por cento, ante queda de 0,02 por cento em maio

Com isso o grupo Transportes registrou em junho alta de 0,14 por cento, após queda de 0,25 por cento no mês anterior. Mas o aumento das tarifas de transporte público, principal gatilho dos maiores protestos de rua em mais de duas décadas, foi revogado em várias capitais, o que deve ajudar a inflação a perder força em julho.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier e Walter Brandimarte; Texto de Camila Moreira; Edição de Alexandre Caverni)