Rivais ameaçam vendas da HTC, que deve ficar estável no 3o trimestre

sexta-feira, 5 de julho de 2013 10:18 BRT
 

TAIPEI, 5 Jul (Reuters) - A fabricante taiwanesa de smartphones HTC pode não apresentar crescimento de vendas no terceiro trimestre com o brilho em torno de seu aparelho principal sendo eclipsado por novos produtos de rivais com maior musculatura, como a Apple e a Samsung.

As fortes vendas da versão mais recente do HTC One, bem como a variedade colorida da linha Butterfly, impulsionaram o lucro líquido do segundo trimestre, que subiu para 1,25 bilhão de dólares taiwaneses (41,63 milhões de dólares), ante recorde de baixa no trimestre anterior, quando a escassez de componentes de câmeras atrasaram o lançamento de produtos.

O valor do lucro, no entanto, ficou abaixo das previsões e analistas dizem que o crescimento das vendas era suscetível a uma vida curta. As vendas para o trimestre que vai de julho a setembro deverão manter-se praticamente inalteradas em relação ao trimestre anterior, com poucos produtos novos prestes a chegar ao mercado.

"A HTC pode ter novos produtos no terceiro trimestre, mas a concorrência da Apple e de outras marcas chinesas é feroz", disse o analista Peter Liao, da Nomura Securities. "Vai ser difícil manter o crescimento."

Analistas afirmaram que a queda de quase 25 por cento nas vendas de junho da HTC ante igual período do ano passado também é um mau presságio para o próximo trimestre.

A HTC lançou uma campanha de marketing para aumentar a exposição da marca, estratégia que deve pressionar as margens operacionais para o resto do ano, reconheceu a companhia em maio.

A empresa deve lançar em agosto o celular One Mini, que possui tela de 4,3 polegadas, em agosto, um mês antes das pesos-pesados Apple e Samsung lançarem novos e atualizados produtos.

Além da intensa concorrência, a HTC tem visto vários executivos deixam a empresa este ano, incluindo o vice-presidente de produtos Kouji Kodera. Fontes da empresa dizem que as partidas têm relação com o decepcionante lançamento de novos produtos e uma queda de 40 por cento das vendas totais em 2012.

(Por Clare Jim)