EUA criam mais empregos em junho; Fed pode reduzir estímulos

sexta-feira, 5 de julho de 2013 12:29 BRT
 

WASHINGTON, 5 Jul (Reuters) - O crescimento do nível de emprego nos Estados Unidos foi mais forte que o esperado em junho, e a contagem de empregos dos dois meses anteriores foi revisada para cima, mostrando que a economia está em base sólida, o que pode manter o Federal Reserve, banco central do país, no caminho da redução do estímulo monetário neste ano.

Os empregadores criaram 195 mil postos de trabalho no mês passado, informou o Departamento do Trabalho nesta sexta-feira, enquanto a taxa de desemprego ficou estável em 7,6 por cento, com mais pessoas entrando no mercado de trabalho.

O governo revisou as folhas de pagamento de abril e maio para mostrar mais 70 mil vagas de emprego criadas do que anteriormente informado.

Os dados ofereceram uma indicação otimista da condição da economia norte-americana, que vem avançando de modo estável, apesar dos impostos mais altos, cortes de gastos do governo e sinais de fraqueza no exterior.

"O forte avanço na contagem de empregos fornece apoio para o Federal Reserve começar a reduzir seu 'quantitative easing'(programa de compra de títulos) no futuro próximo", disse o diretor de análise macroeconômica do Conference Board, Kathy Bostjancic.

O aguardado relatório foi divulgado duas semanas depois que o chairman do Fed, Ben Bernanke, fez uma avaliação otimista da perspectiva econômica e disse que o banco central esperava começar a reduzir suas compras de títulos mais à frente neste ano e provavelmente encerrar o programa completamente em meados de 2014.

Economistas consultados pela Reuters esperavam que as vagas de emprego aumentassem em 165 mil no mês passado, e que a taxa de emprego caísse a 7,5 por cento.

O crescimento médio mensal de empregos foi de 196.333 nos últimos três meses, próximo dos 200 mil empregos que os economistas dizem que o Fed está visando.

O relatório também mostrou que os ganhos por hora semanais subiram para máxima desde novembro. Isso, combinado com outros dados relativamente otimistas no setor imobiliário, nas vendas de automóveis e na indústria, torna mais provável que o Fed continue com seu plano de redução em setembro.   Continuação...