Índice de confiança do comprador de imóvel em SP sobe 5,5% em maio

sexta-feira, 5 de julho de 2013 14:38 BRT
 

5 Jul (Reuters) - A confiança dos compradores de imóveis em São Paulo apresentou crescimento em maio, mostrando uma melhora do humor depois de três meses de queda, de acordo com um índice elaborado pela consultoria imobiliária Lopes.

O Índice de Confiança do Comprador de Imóvel (ICCI) cresceu 5,5 por cento em maio ante abril, para 134,6 pontos, patamar mais elevado desde janeiro. Em relação a maio de 2012, o indicador registrou ligeira queda de 0,1 por cento.

O índice varia de 0 a 200 pontos e resultados acima de 100 indicam um cenário otimista. A pesquisa foi realizada entre 15 e 27 de maio com 574 respondentes residentes na região Metropolitana de São Paulo.

Dentre os componentes do ICCI, o Índice da Situação Atual (ISA) cresceu 6,3 por cento ante abril, para 119,9 pontos, e o Índice de Expectativas (IE) subiu 4,9 por cento na mesma base de comparação e atingiu 149,2 pontos.

De acordo com o superintendente de inteligência de mercado da Lopes, Caio Augusto Pereira, a melhora se deu principalmente no segmento econômico, mesmo antes do anúncio do Minha Casa Melhor, programa de subsídio à compra de móveis e eletrodomésticos lançado em meados de junho pelo governo federal.

Além disso, o primeiro quadrimestre do ano tradicionalmente é mais fraco. "Mesmo com a confiança passando por certa baixa no primeiro quadrimestre, isso nos leva a crer que as vendas dos segundo, terceiro e quarto trimestres tendem a ser mais fortes do que são normalmente", disse o executivo.

O valor médio do metro quadrado de imóveis em 16 cidades do país subiu 1,1 por cento em junho ante maio, com destaque para Rio de Janeiro e São Paulo, mas reforçou a tendência de desaceleração, mostrou um índice da Fipe e do portal Zap Imóveis, divulgado esta semana.

Mas apesar de uma perspectiva de melhora dos agentes do setor, as ações ainda mostram um sentimento negativo dos investidores. Na segunda-feira, uma reportagem da Reuters mostrou que os papéis de construtoras listadas na Bovespa caíram até 50 por cento do valor na primeira metade de 2013, diante do cenário menos vistoso para o setor do que nos últimos anos.

(Por Juliana Schincariol, no Rio de Janeiro)